Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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193 - ELISA LUCINDA
1958, *Vitória, ES

Foto: cena de "As Alegres Comadres" (2003),
de Leila Hipólito

Jornalista, poeta, cantora e atriz, Elisa Lucinda vem marcando também presença no cinema nacional desde o final dos anos 80, com atuações em filmes de Sérgio Bianchi, Murilo Salles e Ana Carolina. 

Nascida em Vitória, Espírito Santo, Elisa Lucinda radicou-se no Rio de Janeiro desde meados do anos 80. Jornalista formada, Elisa Lucinda se lançou à carreira de atriz nos palcos cariocas, sendo dirigida, entre outros, por Domingos de Oliveira. Artista de múltiplos talentos, é também cantora e poeta de repercussão nacional – suas apresentações em formato de saraus poéticos fizeram muito sucesso na cena carioca. Entre seus livros estão “O Semelhante” e “Eu te amo e suas Estréias”. Elisa Lucinda estreou em novelas em 1989, em “Kananga do Japão”, belo trabalho de Wilson Aguiar Filho, dirigido por Tizuka Yamasaki na extinta TV Manchete. De lá para cá, atuou em mais alguns títulos, com maior projeção em “Mulheres Apaixonadas” (2003), de Manoel Carlos, como a cantora Pérola. A atriz estréia em longas-metragens  em 1990 no filme “Barrela: Escola de Crimes”, uma adaptação do texto de Plínio Marcos, dirigida por Marco Antonio Cury. Antes, atua no curta `Referência´, de Ricardo Bravo, em 1988. 

Elisa Lucinda continua atuando no cinema na década de 90 em mais dois importantes filmes: “A Causa Secreta”, do polêmico e autoral Sérgio Bianchi; e em “O Testamento do Senhor Napumoceno”, importante co-produção Brasil/Portugal/Cabo Verde/França e Bélgica, dirigida por Francisco Manso. A atriz dá prosseguimento ao trabalho no cinema dos anos 2000, atuando em quatro filmes. Entre eles, como uma das protagonistas em “As Alegres Comadres”, de Leila Hipólito; e no belo “Gregório de Mattos”, de Ana Carolina. 

- `Referência´ (1988), curta de Ricardo Bravo.
- `Barrela: Escola de Crimes` (1990), de Marco Antonio Cury;
- `A Causa Secreta´ (1994), de Sérgio Bianchi;
- `O Testamento do Senhor Napumoceno´ (1997), de Francisco Manso;
- `A Morte da Mulata´ (2001), de Marcel Cordeiro;
- `Seja o que Deus quiser´ (2002), de Murilo Salles;
- `As Alegres Comadres´ (2003), de Leila Hipólito;
- `Gregório de Mattos´ (2003), de Ana Carolina.

 

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