Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato



003 - ELIANA MACEDO
21 de setembro de 1926 - 18 de junho de 1990 - *Portela, RJ


Pensar em Eliana  Macedo é abrir a cortina de um dos gêneros mais populares e rentáveis do cinema brasileiro: as Chanchadas. Estrela maior das ingênuas comédias musicais das décadas de 40 e 50, mal vistas pela crítica, mas amadas pelo público, Eliana reinou em filmes dos maiores nomes do gênero: Watson Macedo e Carlos Manga.

Integrante de uma numerosa família formada por oito irmãos, desde pequena Eliana Macedo demonstrava pendores artísticos – era a mascote da banda dos irmãos e dirigida pelo pai. O destino parecia que reservaria para ela a profissão de professora, mas a mudança dos pais para o Rio de Janeiro para se aproximarem do parente famoso, Watson Macedo – já na Atlântida – mudou radicalmente sua vida. Lançada pelo tio em `E o Mundo se Diverte´, em 1948, Eliana inicia uma carreira de sucesso nas telas, onde se torna a Rainha das Chanchadas. Se na TV o título cabe a Regina Duarte, no cinema nacional a coroa de Namoradinha do Brasil será eternamente de Eliana, que também assinava o nome de Eliana Macedo. Eliana foi a perfeita personificação do espírito das chanchadas, com sua persona que aliava malícia ingênua e coquete.  

Em inúmeros filmes fez parceria musical com Adelaide Chiozzo, para alegria da legião de fãs que adorava os números musicais da dupla. Com os galãs Anselmo Duarte e Cyl Farney fez suspirar gerações de mocinhas enamoradas. Em 1954, Eliana foi premiada com o Saci de Melhor Atriz por ´A Outra Face do Homem´, de J.B. Tanko. Com o fim das chanchadas, ela se retirou do Cinema Nacional. Em 1979, o dramaturgo e novelista Bráulio Pedro homenageou o universo da Atlântida na novela `Feijão Maravilha´, reunindo um elenco com alguns de seus maiores nomes: Eliana, Adelaide Chiozzo, Grande Otelo, Anselmo Duarte, José Lewgoy, Ivon Cury, Heloisa Helena.


 - `E o Mundo se Diverte`(1948), de Watson Macedo;
- `A Sombra da Outra´ (1949), de Watson Macedo;
- `Carnaval no Fogo` (1949), de Watson Macedo;
- `Aviso aos Navegantes´(1950), de Watson Macedo;
- `Aí Vem o Barão´ (1951), de Watson Macedo;  
- `Carnaval Atlântida´(1952), de Carlos Manga e José Carlos Burle;
- `Amei um Bicheiro´(1952), de Jorge Ileli e Paulo Wanderley;
- `Nem Sansão, Nem Dalila` (1954), de Carlos Manga;
- `Malandros em Quarta Dimensão´ (1954), de Luiz de Barros;  

- `A Outra Face do Homem´ (1954), de J.B. Tanko;  
- `Guerra ao Samba´ (1954), de Carlos Manga;  
- `Sinfonia Carioca´ (1955), de Watson Macedo;  
- `Depois Eu Conto´ (1956), de José Carlos Burle;  
- `Vamos com Calma´ (1956), de Carlos Manga;  
- `A Doutora é Muito Viva´ (1957), de Ferenc Fekete;  

- `Rio Fantasia`(1957), de Watson Macedo;
- `O Barbeiro Que Se Vira´ (1957), de Eurídes Ramos;  

- `Alegria de Viver´ (1958), de Watson Macedo;  
- `E o Espetáculo Continua´ (1958), de José Cajado Filho;  
- `Maria 38´ (1959), de Watson Macedo;  
- `Titio Não é Sopa´ (1959), de Eurídes Ramos;  

- `Samba em Brasília`(1960), de Watson Macedo.  
- `Três Colegas de Batina´ (1961), de Darcy Evangelista;  
- `Um Morto ao Telefone´ (1963), de Watson Macedo;  
- `Assim Era a Atlântida´ (1975), de Carlos Manga
 

 

sala   indice arquivo   Home