Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato



048 – EDNA DE CÁSSIA
*Pará

Foto: cena de "Iracema - Uma Transa Amazônica"(1975), 
de Jorge Bodanzky


Segundo depoimento do cineasta Jorge Bodanzky, Edna Cássia não quis dar continuidade à sua carreira por não se considerar uma atriz. Pena, seu desempenho no ótimo ‘Iracema, Uma Transa Amazônica’ é maravilhoso e contribuiu para o impacto causado por esse clássico do Cinema Nacional.

Em ‘Iracema, Uma Transa Amazônica’, os cineastas Jorge Bodanzky e Orlando Senna focaram suas lentes para um dos grandes orgulhos do regime militar, a Rodovia Transamazônica. Se a obra era divulgada como representante do Brasil moderno, aos cineastas interessaram focar os grandes problemas causados por ela: ocupação desordenada, trabalho escravo, destruição ambiental, prostituição. Bem distante da índia Iracema do romance de José de Alencar, a do filme é uma cabocla que se prostitui às margens da rodovia e perambula por ela com o caminhoneiro interpretado pelo grande ator Paulo César Pereio. Edna de Cássia tinha apenas 14 anos quando foi descoberta pela produção do filme. Bodanzki queria uma atriz com as características próprias da personagem e acabou descobrindo Edna num programa de auditório. Em entrevista ao jornal O Liberal em 2002, o cineasta conta que foi procurar sua mãe, que era dona de uma barraca, para fazer um teste com a garota, e que ela teria ficado brava com a filha por estar matando aula.

A dupla Edna de Cássia e Paulo César Pereio funcionaram perfeitamente na tela, e ‘Iracema, Uma transa Amazônica’, que mistura ficção e realidade, já nasceu clássico. Interditado pelo regime militar, o filme só chegou aos cinemas em 1980, quando ganha o Candango de Melhor Filme no Festival de Brasília. Co-produção Brasil/Alemanha, antes de seu lançamento comercial, o filme fez premiada carreira internacional. Infelizmente, ‘Iracema, Uma Transa Amazônica’ é seu único filme.

 - ´Iracema, Uma Transa Amazônica’ (1975), de Jorge Bodanzky
 

 

sala   indice arquivo   Home