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– DÓRIS MONTEIRO
21 de outubro de 1934, *Rio de Janeiro, RJ
Foto:
cena de "Agulha no Palheiro" (1953), de Alex Viany
Há muito tempo que os cantores marcam presença no Cinema Nacional, sobretudo
nas chanchadas dos anos 40 e 50, as divertidas e maliciosas comédias musicais,
em que eles dividiam a cena com os atores. Muitas cantoras se tornaram
atrizes, ou vice e versa, e construíram carreiras importantes nas telas,
como Inezita Barroso, Vanja Orico, Zezé Motta, Tânia Alves e Elba Ramalho.
Nos anos 50 um nome importante dessa categoria no cinema brasileiro é
a talentosa Dóris Monteiro.
Dóris Monteiro começou sua carreira como cantora, e integra o elenco da
Rádio Tupi e, posteriormente, da Rádio Nacional. Estréia no cinema no
primeiro filme do grande cineasta e teórico do Cinema nacional Alex Viany,
´Agulha no Palheiro´. Grande sucesso da época, o filme a consagra e lhe
vale o prêmio de Melhor Atriz no I Primeiro Festival de Cinema. A atriz,
como não poderia deixar de ser, marca presença nas deliciosas chanchadas
da Atlântida, e outro grande momento seu é em ´De Vento em Popa´, em 1957,
do mestre Carlos Manga – em 1975 ela integra a galeria do documentário
´Assim Era a Atlântida´, de Manga.
Alex Viany terá um papel fundamental na carreira de Dóris Monteiro, escalando-a
também para seu filme seguinte, ´Rua Sem Sol´, em que ela faz uma cega.
Além de Viany e Manga, ela atuou também em filme do lendário Lulu de Barros,
"Tudo É Música". Dóris Monteiro abandonou o cinema para se dedicar
a sua carreira de cantora.
- `Agulha no Palheiro´ (1953), de Alex Viany;
- `Rua Sem Sol´ (1954), de Alex Viany;
- `Carnaval em Caxias´ (1954), de Paulo Wanderley;
- `A Carrocinha´ (1955), de Agostinho Martins Pereira;
- `De Vento em Popa´ (1957), de Carlos Manga;
- ´Tudo é Música´ (1957), de Luiz de Barros;
- ´E O Espetáculo Continua´ (1958), de José Cajado Filho;
- `Copacabana Palace’ (1962), de Steno – co-produção Itália/França/Brasil;
- `Assim Era a Atlântida´ (1975), de Carlos Manga.
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