Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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DJENANE MACHADO
10 de junho, *RJ, RJ

Foto: cena de "Ópera do Malandro" (1986),
de Ruy Guerra

Djenane Machado é uma atriz que brilhou não só na televisão, mas também no Teatro de Revista e no cinema.

Filha de Carlos Machado, um dos maiores nomes do Teatro de Revista, Djenane Machado foi vedete em produções assinadas pelo pai – como no espetáculo “Hip Hip Rio”. A estréia em novelas se deu em 1968 em “Passo dos Ventos” de Janete Clair. A partir daí atua em várias novelas da Globo, com destaque para duas inesquecíveis personagens: a Lucia Esparadrapo em “O Cafona” (1971), de Bráulio Predroso; e a Glorinha em “Estúpido Cupido (1976), de Mário Prata. A atriz foi também a Bebel da primeira temporada da primeira versão de “A Grande Família”, mas acabou abandonando a personagem em meio às gravações, o que lhe causou problemas com a Globo. Djenane Machado estreou no cinema no delicioso “A Penúltima Donzela” (1969), de Fernando Amaral, filme protagonizado pela saudosa Adriana Prieto.

Djenane Machado marca presença em produções dos anos 1970, sendo dirigida por cineastas importantes do período: Carlos Alberto de Souza Barros em “As Alegres Vigaristas”; John Herbert em “Já não se faz Amor como Antigamente”; e Cláudio Cunha em “Sábado Alucinante”. Na década de 1980, a atriz tem problemas com drogas e alcoolismo, o que afeta drasticamente sua carreira. São desses anos seus dois últimos filmes: “Águia na Cabeça”, de Paulo Thiago; e “Ópera do Malandro”, de Ruy Guerra. Djenane Machado, que anda afastada da carreira artística, publicou livros de poesia.

- “A Penúltima Donzela” (1969), de Fernando Amaral;
- “As Alegres Vigaristas” (1974), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- “Já Não se faz Amor como Antigamente” (1976), episódio “O Noivo”, de John Herbert;
- “Sábado Alucinante” (1979), de Cláudio Cunha;
- “Águia na Cabeça” (1984), de Paulo Thiago;
- “Ópera do Malandro” (1986), de Ruy Guerra.



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