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082 – DIRA PAES
30 de junho de 1969, *Abaetetuba, PA
Foto:
com Chico Diaz em cena de "Corisco e Dadá" (1996), de Rosemberg
Cairy
De tempos em tempos o Cinema Nacional vai renovando seu elenco, e novas
e expressivas atrizes vão ocupando seus espaços, como numa tradição. Assim
foi com a talentosíssima e bela Dira Paes. E nem parece que lá se vão
quase 20 anos.
Exatamente por termos tantas atrizes no Cinema Brasileiro, fica até compreensível
algumas omissões em algumas fontes. Mas é novamente com pesar, constatar
que o nome de Dira Paes não tenha ganhado um verbete na Enciclopédia do
Cinema Brasileiro e nem no Dicionário dos Atores e Atrizes – sem deixar
de reconhecer a importância dessas duas publicações, onde o Mulheres bebe
informações cruciais. Nos anos 80, a vida de Dira Paes mudou completamente
ao participar, ainda nos tempos de colégio e aos 14 anos, do teste para
o filme `Floresta das Esmeraldas´ - dirigido pelo americano John Boorman
em 1985 e rodado na Amazônia. Com seu porte moreno e com traços indígenas,
Dira venceu a seleção e carimbou definitivamente seu passaporte para o
cinema brasileiro. Seu filme seguinte, o sensível `Ele, o Boto´, de Walter
Lima Jr, deu credibilidade para a nova atriz que passaria então a ser
uma das melhores presenças nos filmes brasileiros a partir daí..
Dira Paes faz trabalhos no teatro e na televisão, mas é nas telas que
encontra seu melhor espaço, nesse veículo que tem a preferência da atriz.
Na década de 90 esteve à frente de dois importantes filmes, ´Corisco e
Dadá´, de Rosemberg Cariry e ´Anahy de las Missiones´, de Sérgio Silva.
Entra os anos 2000 atuando sob a direção do polêmico Sérgio Bianchi, no
não menos explosivo ´Cronicamente Inviável`. Destaque em ´Amarelo Manga´,
de Cláudio Assis, Dirá Paes foi premiada no Festival de Gramado por ´Noite
de São João´, de Sérgio Silva.
- `A Floresta das Esmeraldas`
(1985), de John Boorman;
- `Ele, o Boto` (1987), de Walter Lima Jr;
- `Corpo em Delito´ (1990), de Nuno César de Abreu;
- `Corisco e Dada` (1996), de Rosemberg Cariry;
- `Anahy de las Missiones´ (1997), de Sérgio Silva;
- `Lendas Amazônicas` (1998), de Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães;
- `Castro Alves – Retrato Falado do Poeta` (1999), de Sílvio Tendler;
- `Cronicamente Inviável` (2000), de Sérgio Bianchi;
- `A Vida e Obra de Ramiro Miguez` (2000), de Alvarina Souza e Silva;
- `O Casamento de Louise` (2001), de Betse de Paula;
- `Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio` (2003), de Rosemberg Cariry;
- `Amarelo Manga` (2002), de Cláudio Assis;
- `Noite de São João` (2003), de Sérgio Silva;
- `Celeste e Estrela` (2003), de Betse de Paula:
-
`Meu Tio Matou Um Cara` (2004), de Jorge Furtado:
-`2 Filhos de Francisco` (2005), de Breno Silveira;
-`Mulheres do Brasil` (2005), de Malu
de
Martino.
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