Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
REGISTROS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato


 

129 – DINA SFAT
28 de outubro de 1938 – 20 de março de 1989 - *São Paulo, SP

Foto: com Grande Otelo em cena de 
"Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade


Uma das mais politizadas atrizes de sua geração, Dina Sfat tem uma trajetória da maior importância nas artes cênicas brasileiras. Se na televisão era uma das maiores estrelas da Globo e uma das atrizes preferidas de Janete Clair, no teatro e no cinema Dina Sfat pontuou sua carreira por movimentos e trabalhos de vanguarda, atuando nos politizados Arena e Oficina, no engajado Cinema Novo e no libertário Cinema Marginal.

Dina Sfat  estreou nos palcos no início da década de 60 – época em que se casa com o ator e diretor Paulo Jose. Nos palcos atua em trabalhos importantes como “Arena Conta Zumbi”, um marco do teatro moderno.  Nesses mesmos anos faz sua estréia também na televisão, veículo em que também alcançará grande sucesso em novelas como “Selva de Pedra”, “Fogo Sobre Terra”, “Gabriela” e “O Astro”. Dina Sfat estréia no cinema em 1966, ano em que participa de “Três Histórias de Amor”, de Alberto D’ Aversa, e “Corpo Ardente”, de Walter Hugo Khouri. Em 69 inscreve seu nome na história do cinema nacional ao participar do emblemático e tropicalista ´Macunaíma´, de Joaquim Pedro de Andrade.

A participação de Dina Sfat em movimentos alternativos, como o Arena e o Oficina, também se deu no cinema. Depois de estrelar os modernos `Macunaíma´, e ´Os Deuses e Mortos` - Melhor Atriz no Festival de Brasília-, de Ruy Guerra, abriu espaço para o experimentalismo do Cinema Marginal em filmes como `Jardim de Guerra`, `O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil` e `Perdidos e Malditos`. Outro destaque é o ótimo filme de Ana Carolina, ´Das Tripas Coração´. Um câncer aos 50 anos levou precocemente uma das mais importantes atrizes brasileiras.

- `O Corpo Ardente` (1966), de Walter Hugo Khouri; 
- `”Três Histórias de Amor” (1966), de Alberto D’Aversa;
- `A Vida Provisória`(1968), de Maurício Gomes Leite;
- `Edu, Coração de Ouro’ (1968), de Domingos de Oliveira;
-´Macunaíma` (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `Os Deuses e os Mortos´ (1970), de Ruy Guerra;
- `Jardim de Guerra` (1970), de Neville D´Almeida;
- `Perdidos e Malditos` (1970), de Geraldo Veloso;
- `Gaudêncio, O Centauro dos Pampas’ (1971), de Fernando Amaral;
- `A Culpa’ (1971), de Domingos de Oliveira;
- `O Capitão Bandeira Contra o Doutor Moura Brasil” (1971), de Antônio Calmon;
- `O Barão Otelo no Barato dos Milhões’ (1971), de Miguel Borges;
- `Tati , A Garota` (1973), de Bruno Barreto;
- `Mulheres de Cinema’ (1978), média de Ana Maria Magalhães;
- ´Eros, o Deus do Amor´ (1981), de Walter Hugo Khouri;
- ´Álbum de Família` (1981), de Braz Chediak;
- `Tensão no Rio’ (1982), de Gustavo Dahl;
- ´Das Tripas Coração´ (1982), de Ana Carolina;
- ´O Homem do Pau Brasil´(1982), de Joaquim Pedro de Andrade
- ´O Judeu`, de Jom Tob Azulay.

 

sala   indice arquivo   Home