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Dilma
Lóes

Foto:
cena de "O Grande Gozador" (1972),
de Victo di Mello
Seguindo a trajetória de algumas atrizes do Cinema nacional, Dilma
Lóes, nascida no Rio de Janeiro, em 22 de julho de 1950, expandiu
seu raio de ação, atuando em várias áreas e tornando-se também roteirista
e diretora premiada.
Além
de atriz, diretora e roteirista, Dilma Lóes atua no cinema como continuísta,
montadora, diretora de arte, produtora, produtora executiva, sonoplasta
e figurinista
Dilma Lóes nasceu em ambiente artístico – filha dos atores Lydia Mattos
e Urbano Lóes - daí sua vocação natural para as artes cênicas. Porém,
mais que atuar, Dilma sempre demonstrou um interesse mais global da sua
profissão, tanto que desde os tempos de colégio atuava nas próprias peças
que escrevia e dirigia.
Seu
primeiro filme como atriz foi em 1968, uma produção francesa
chamada " Globe trotter". O segundo foi em 1968 também
uma prudução da Universal Pictures com Vic Morrow e Edmond
Obrain.
Dilma
Lóes estréia no cinema brasileiro em 1969, em ‘Meu Nome é Lampião’,
de Mozael Silveira. No ano seguinte, atua, entre outros, em ‘Ascensão
e Queda de Um Paquera’, de Victor Di Mello, cineasta que terá participação
ativa nas pornochanchadas – as comédias eróticas de sucesso dos anos 70.
Dilma
Lóes casa-se com Di Mello, marca presença em vários de seus filmes, inclusive
como roteirista e produtora. Estréia em novelas em `O Doce Mundo de Guida´
(1967), na TV Tupi. Depois, atua em ‘Pigmalião 70’ (1970), em "Tempo
de Viver" (1972) e no marco ‘O Bem-Amado’ (1973), de Dias Gomes.
No
teatro, faz sucesso com a peça "Se a Banana prender, o Mamão
solta", em 1984, em que assina o texto, a produção,
e direção e é atriz do espetáculo.
A década de 70 será importante na carreira de Dilma Lóes. Em 1979 é eleita
Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado, por sua atuação em ‘A
Volta do Filho Pródigo’, de Ipojuca Pontes. Pelo mesmo trabalho, recebe
o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cabo Frio (1979).
Como
diretora, é a vez do seu média-metragem “Só o Amor não Basta” sair vencedor
do Festival de Brasília em 1978 – Melhor Filme em 16mm. Outro filme seu
premiado é “Nossas Vidas” (1985), na Jornada Internacional de Cinema da
Bahia. Dilma Lóes dirigiu vários curtas.
O
documentário " Nossas vidas" sobre a mulher brasileira
foi feito em 1985 e foi premiado no festival de Video de Fortaleza e no
festival de Video de Stutgart na Alemanha.
Em
1988, Dilma Lóes dirige e produz o documentário" Quando
o Crioulo dança", Medalha de Bronze no festival de Cinema
e Vídeo de Nova York, em 1989, premiado na jornada de cinema e
video de Salvador em 1988. Dez anos depois, em 1998, o Ministério
da Educação comprou 3.000 cópias e incluiu o vídeo
no treinamento de todos os professores da rede pública, num trabalho
de educação contra o racismo na sala de aula. Hoje faz parte
do acervo de videotecas de diversas universidades brasileiras, americanas
e européias.
Dilma
Lóes morou nos Estados Unidos de 1993 à 2005 onde teve uma
empresa de exportação, escreveu contos semanais para um
jornal brasileiro da Florida e trabalhoui para a HBO criando trailers
dos filmes que eram programados para o Brasil.
Dilma
Lóes é
mãe da atriz Vanessa Lóes.
Outros
prêmios recebidos:
- `Só o amor não basta´ - Melhor Filme em 16mm - Festival
de Brasília - 1978;
- Prêmio APCA de Melhor Atriz de Cinema;
- `Nossas Vida´ - Melhor Vídeo - II Festival de Vídeo
de Fortaleza - 1989;
- `Quando o Crioulo Dança´ - Melhor Direção
- Jornada de Cinema da Bahia - 1989
- ´Parafernália, o Dia da Caça’ (1968), de Francis Palmeira - atriz
- `Meu Nome é Lampião’ (1969), de Mozael Silveira - atriz;
- ´Ascensão e Queda de um Paquera’ (1969), de Victor Di Mello - atriz;
- ´Vida e Glória de um Canalha’ (1969), de Alberto Salvá - atriz;
- ´Betão Ronca Ferro’ (1970), de Geraldo Miranda e Pio Zamuner - atriz;
- ´Quando as Mulheres Paqueram’ (1970), de Victor Di Mello – atriz e roteirista;
- ´Revólveres Não Cospem Flores’ (1972), de Alberto Salvá - atriz;
- ´O Grande Gozador’ (1972), de Victor Di Mello - atriz;
- ‘Como é Boa Nossa Empregada’ (1973), de Ismar Porto e Victor Di Mello
– atriz e produtora executiva;
- `Morrendo a Cada Instante’ (1973) – curta - produção,
roteiro e direção;
- ‘Essa Gostosa Brincadeira a Dois’ (1973), de Victor Di Mello – atriz
e roteirista;
- ‘Os Maníacos Eróticos’ (1975), de Alberto Salvá - atriz;
- ‘Com Um Grilo na Cama’ (1975), de Gilvan Pereira - atriz;
- `Um Soutien para Papai’ (1975), de Carlos Alberto de Souza Barros –
continuísta;
- `O Pai do Povo’ (1976), de Jô Soares – produção;
- ‘A Volta do Filho Pródigo’ (1978), de Ipojuca Pontes - atriz;
- `Leucemia’ (1978), de Noilton Nunes – direção de arte, figurinista e
atriz;
- `Só o Amor não Basta’ (1978) – curta - produção, roteiro
e direção;
- `Assim Era a Pornochanchada’ (1978), de Claudio MacDowell e Victor di
Mello – assistente de direção;
- `Sassarico’ (19790) – curta - roteiro e direção;
- `Aventuras de um Paraíba´(192), de Marco Altberg - assistente
de cenografia;
- `A Paz é Dourada` (Fronteiras) (1985), de Noílton Nunes
- atriz;
- `Nossas Vidas’ (1985) – produtora, roteiro, direção e edição;
- `Quando o Crioulo Dança’ (1988) – direção, produção, roteiro
e edição;
- "A Regra da Noite` - roteiro, direção e edição;
- 'Saudade", curta de Alberto Salvá - produtora;
- 'Sombra de um Verão´(Amigo Dunor) (1979/2005), de José
Eduardo Alcazar - atriz;
- `Cafuné´ (2005), de Bruno Vianna - atriz
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