Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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058 - DERCY GONÇALVES 
23 de junho de 1907, *Santa Maria Madalena, RJ

Foto: com Grijó Sobrinho em "Minervina Vem Aí" (1960), 
de Hélio Barroso e Eurídes Ramos


Uma das mais antigas comediantes ainda em plena atividade, Dercy Gonçalves é patrimônio das artes cênicas brasileiras. Pertencente a uma escola de interpretação que alia o deboche, a malícia e o escracho, - e que abriga outros nomes como Violeta Ferraz e Regina Casé, por exemplo – Dercy Gonçalves é sucesso no teatro, na tv e no cinema.

Com seu estilo irreverente desde sempre, Dercy Gonçalves era muito ´maior´ que a sua pequena cidade de Santa Maria Madalena, e por isso, ainda adolescente, fugiu várias vezes com as companhias que passavam por lá. Até que finalmente se estabelece no Rio de Janeiro, e daí pra frente, dá-se início a uma das mais longinquas trajetórias de sucesso. Depois de conquistar o rádio e o teatro, Dercy estréia no cinema em 1943, no filme `Samba em Berlim”, de Luiz de Barros.

Dercy Gonçalves foi uma das rainhas das chanchadas, sendo que muitos filmes foram escritos especialmente para ela, dirigida por nomes como Watson Macedo, Eurípedes Ramos e Anselmo Duarte. Nesse formato, brilhou em `Absolutamente Certo`, `A Grande Vedete`, `A Viúva Valentina´ e `Minervina Vem Aí`. Brilhou em novelas como "Cavalo Amarelo", "Que Rei sou Eu?" e "Deus nos Acuda". Até os dias de hoje, com mais de 90 anos, Dercy Gonçalves continua barbarizando o país, como fez ao sair de seios à mostra no desfile das escolas de samba.

 - `Samba em Berlim` (1943), de Luiz de Barros;
- `Romance Proibido’ (1944), de Adhemar Gonzaga;
- `Abacaxi Azul’ (1944), de Ruy Costa e Wallace Downey;
- `Caídos do Céu’ (1946), de Luiz de Barros;
- `Folias Cariocas’ (1948), de Manoel Jorge e Hélio Thys
- `Depois eu Conto’ (1956), de José Carlos Burle e Watson Macedo;

- `Um Certa Lucrecia` (1957), de Fernando de Barros;
- `A Baronesa Transviada` (1957), de Watson Macedo;
- `Absolutamente Certo` (1957), de Anselmo Duarte;
- `A Grande Vedete` (1958), de Watson Macedo;
- `Entrei de Gaiato’ (1959), de J. B. Tanko;

- `A Viúva Valentina` (1960), de Eurídes Ramos;
- `Minervina Vem Aí` (1960), de Hélio Barroso e Eurídes Ramos;
- `Dona Violante Miranda` (1960), de Fernando de Barros;
- `Cala a Boca, Etelvina` (1960), de Hélio Barroso e Eurídes Ramos.
- `Só Naquela Base’ (1960), de Ronaldo Lupo;
- `Sonhando com Milhões’ (1963), de Eurídes Ramos;
- `Se Meu Dólar Fasse’ (1970), de Carlos Coimbra;
- `Cômicos e Mais Cômicos’ (1971), de Jurandyr Passos Noronha;
- `Bububú no Bobobó’ (1980), de Marcos Farias;
- `O Menino Arco-Íris’ (1983), de Ricardo Bandeira;
- `Oceano Atlantis’ (1993), de Francisco de Paula.  

 

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