Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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042 – DÉBORA BLOCH
29 de maio de 1963, *Belo Horizonte, MG

Foto: com Tony Ramos em cena de "Noites do Sertão" (1984), 
de Carlos Alberto Prates Correia


Uma das mais talentosas atrizes de sua geração, Débora Bloch é também uma comediante de mão cheia, e há duas décadas diverte e emociona o público com o seu trabalho na televisão, no teatro e, claro, no Cinema Nacional.

Filha do ator Jonas Bloch, Débora Bloch começou sua carreira artística no teatro, quando passa pelas mãos dos mestres Rubens Correa, Ivan Albuquerque e Amir Haddad, e estréia profissionalmente em 1980. No ano seguinte chega a TV, e entre suas passagens inesquecíveis está a participação no anárquico TV Pirata, que reunia a renovação da comédia, tanto em estética como no elenco. Débora Bloch debuta nas telas já como protagonista do sucesso jovem `Bete Balanço`, de Lael Rodrigues. Nesse mesmo ano compõe personagens diversos em `Patriamada´ e no belíssimo `Noites do Sertão`, de Carlos Alberto Prates Correa, que lhe vale o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado e em Cartagena.

Débora Bloch faz poucas novelas, dirigindo sua carreira na tv mais para projetos especiais como minisséries e programas humorísticos – outro ponto alto é a série adaptada de Nelson Rodrigues, `A Vida Como Ela É`, rodado em película. A atriz mantém carreira constante no teatro e no cinema, sendo que neste último já atuou, até agora, em uma dezena de filmes. Além dos já citados, outros de seus bons momentos na tela são em `Sonho Sem Fim` e no episódio `Drão`, em `Veja Esta Canção`, de Carlos Diegues.

 - `Bete Balanço` (1984), de Lael Rodrigues;
-`Patriamada` (1984), de Tizuka Yamasaki;
- `Noites do Sertão` (1984), de Carlos Alberto Prates Correa;
- `Sonho sem Fim` (1985), de Lauro Escorel;
- `O Grande Mentecapto` (1989), de Oswaldo Caldeira;
- `Veja Esta Canção` (1994), de Carlos Diegues;
- `Felicidade É...` (1995), de Jorge Furtado, José Pedro Goulart, Cecílio Beto e José Roberto Torero;
- `A Ostra e O Vento` (1997), de Walter Lima Jr.
- `Bossa Nova` (2000), de Bruno Barreto;
- `Caramuru – A Invenção do Brasil` (2000), de Guel Arraes


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