|
073
– DÉA SELVA
1917 –1993, *Quipapá, PE

Foto: cena de "Ganga Bruta"
(1933), de Humberto Mauro
Várias
atrizes marcaram o cinema dos anos 30, e Déa Selva foi uma delas. A atriz
imortalizou-se nas telas do cinema já em sua estréia, ao protagonizar
o clássico “Ganga Bruta”, de Humberto Mauro.
Déa Selva mudou-se de Pernambuco para o Rio de Janeiro, cidade onde se
tornaria um nome de sucesso no teatro, formando companhia com Darcy Cazarré,
com quem se casa. Antes disso, no entanto, estréia no cinema com pé direito
ao ser selecionada em um teste para o filme “Ganga Bruta”, do mestre Humberto
Mauro, em 1933. É curioso assinalar, que na época o filme não conquistou
o público e recebeu críticas negativas, alçando décadas depois a condição
de um dos nossos maiores clássicos. A seguir, participou de “Bonequinha
de Seda”, de Oduvaldo Viana, e de dois filmes de Mesquitinha - marcando
a estréia dele no cinema.
A carreira de Déa Selva se estendeu até a metade dos anos 50 em mais seis
longas-metragens, dirigida por cineastas importantes como Raul Roulien,
João de Barro e Eurípedes Ramos, sendo que seu último filme foi “Depois
eu conto”, de José Carlos Burle e Watson Macedo. A atriz voltaria a se
encontrar com Humberto Mauro no curta Um Apólogo - Machado de Assis, uma
realização do INCE – Instituto Nacional de Cinema Educativo. Déa Selva
é mãe dos atores Olney e Older Cazarré.
- `Ganga Bruta` (1933), de
Humberto Mauro;
- `Bonequinha de Seda` (1936), de Oduvaldo Vianna;
- `O Bobo do Rei` (1936), de Mesquitinha;
- `João Ninguém` (1937), de Mesquitinha;
- `Aves sem Ninho` (1939), de Raul Roulien;
- `Anastácio` (1939), de João de Barro;
- `Céu Azul` (1940), de Ruy Costa;
- `Mãe` (1948), de Teófilo de Barros Filho;
- `A Escrava Isaura` (1949), de Eurípedes Ramos;
- `Depois eu Conto´ (1956), de José Carlos Burle e Watson Macedo
sala
indice arquivo Home |