Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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017 - DARLENE GLÓRIA 
20 de março de 1942, *São José do Calçado, ES

Foto: com Paulo Porto em cena de "Toda Nudez Será Castigada" (1973), 
de Arnaldo Jabor


O moderno cinema brasileiro jamais seria o mesmo se por ele não figurasse um nome como o de Darlene Glória. É impressionante o talento dessa atriz, que como Odete Lara e Leila Diniz, povoa o imaginário do público e é uma figura emblemática do cinema nacional de todos os tempos.

Darlene Glória deixa sua São José do Calçado para morar em Cachoeiro do Itapemirim, cidade que nos deu o cantor Roberto Carlos, e com quem chegou a frequentar a rádio local na época - e onde também tornou-se miss da cidade. Filha de pais evangélicos, na década de 50 vai para o Rio de Janeiro, onde se apresenta em teatros de revista. Sua estréia no cinema foi em 1965, em `Um Ramo para Luíza´, de J.B.Tanko. Depois de participar das obra-primas `São Paulo S.A.` e `Terra em Transe`, estoura internacionalmente com o maravilhoso `Todas Nudez Será Castigada`, de Arnaldo Jabor, filme adaptado da obra de Nelson Rodrigues. Nesse trabalho, Darlene Glória alçou a sua Geni para a galeria dos mais importantes personagens femininos da história do Cinema Nacional.

Darlene Glória fez mais de duas dezenas de filmes, e foi premiada no Brasil e no exterior - Melhor Atriz no Festival de Berlim por `Toda Nudez Será Castigada´. A vida pessoal foi atribulada e teve um filho com o lendário Mariel Mascot, policial envolvido com o esquadrão da morte. No início da década de 80 torna-se evangélica, adota o nome de Irmã Helena Brandão e abandona a vida artística. Aos poucos vai retomando a carreira e volta ao cinema em 1998 em `Até que a Vida nos separe`, de José Saragoza.

 - `Um Ramo Para Luíza` (1965), de J. B. Tanko;
- `Choque de Sentimentos` (1965), de Massimo Alviani;
- `São Paulo S.A.` (1965), de Luiz Sérgio Person;
- `Paraíba, Vida e Morte de um Bandido’ (1966), de Victor Lima;
- `Nudismo à Força’ (1966), de Victor Lima;
- `Terra em Transe` (1967), de Glauber Rocha;
- `Os Viciados’ (1968), de Braz Chediak;
- `Papai Trapalhão’ (1968), de Victor Lima;
- `Os Paqueras`(1969), de Reginaldo Farias;
- `Os Raptores’ (1969), de Aurélio Teixeira;
- `Matador Profissional’ (1969), de Jece Valadão;
- `Golias Contra o Homem das Bolinhas’ (1969), de Victor Lima;
- `Os Devassos` (1971), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `A Viúva Virgem` (1972), de Pedro Carlos Róvai;
- `Lua de Mel e Amendoim’ (1971), de Pedro Carlos Róvai;
- `Eu Transo, Ela transa’ (1972), de Pedro Camargo;
- `Toda Nudez será Castigada` (1973), de Arnaldo Jabor;
- `Os Homens que Eu Tive` (1973), de Teresa Trautman;
- `O Marginal`(1974), de Carlos Manga;
- `Um Homem Célebre’ (1974), de Miguel Faria Jr.;
- `Até que a Vida nos Separe` (1998), de José Saragoza

 

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