Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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DANUZA LEÃO
26 de julho de 1933, *Itaguaçu - ES

Foto: em cena de "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha

Manequim famosa, promoter da noite carioca, colunista e cronista, Danuza Leão se eternizou nas telas do cinema brasileiro pela lente de Glauber Rocha.

Danuza Leão é capixaba de nascimento, mas desde os 10 anos vive no Rio de Janeiro, onde se tornou uma das marcas da cidade maravilhosa. Aos 18 anos tornou-se uma das modelos mais requisitadas no país, com projeção internacional – foi modelo contratada de uma maison francesa. Integrante de uma família importante – é irmã da cantora Nara Leão; e mãe da artista plástica Pinky Wainer e do distribuidor de cinema Bruno Wainer, Danuza Leão foi casada com o jornalista Samuel Wainer, de “A Última Hora”; com o compositor e cronista Antônio Maria; e com o jornalista Renato Machado. Colunista famosa do Jornal do Brasil, publicou em 1992 o best-seller sobre boas maneiras “Na Sala com Danuza” – que teve um volume dois; e em 2005 o livro de memória “Quase Tudo”. Com trabalhos na televisão, foi jurada de programas de auditório e consultora na Rede Globo, sobretudo em novelas de Gilberto Braga.

Danuza Leão estreou no cinema em um dos maiores filmes do cinema nacional: a obra-prima “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Como Sílvia, Danuza tem uma presença hipnotizante no filme. E é com o genial cineasta que volta às telas em “A Idade da Terra” (1980), último e desconcertante filme de Glauber, no qual faz a mulher de Brahms, personagem de Maurício do Valle.

- “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha;
- “A Idade da Terra” (1980), de Glauber Rocha.




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