Manequim famosa, promoter da noite carioca, colunista e cronista,
Danuza Leão se eternizou nas telas do cinema brasileiro pela
lente de Glauber Rocha.
Danuza
Leão é capixaba de nascimento, mas desde os 10 anos
vive no Rio de Janeiro, onde se tornou uma das marcas da cidade maravilhosa.
Aos 18 anos tornou-se uma das modelos mais requisitadas no país,
com projeção internacional – foi modelo contratada de
uma maison francesa. Integrante de uma família importante –
é irmã da cantora Nara Leão; e mãe da
artista plástica Pinky Wainer e do distribuidor de cinema Bruno
Wainer, Danuza Leão foi casada com o jornalista Samuel Wainer,
de “A Última Hora”; com o compositor e cronista Antônio
Maria; e com o jornalista Renato Machado. Colunista famosa do Jornal
do Brasil, publicou em 1992 o best-seller sobre boas maneiras “Na
Sala com Danuza” – que teve um volume dois; e em 2005 o livro de memória
“Quase Tudo”. Com trabalhos na televisão, foi jurada de programas
de auditório e consultora na Rede Globo, sobretudo em novelas
de Gilberto Braga.
Danuza
Leão estreou no cinema em um dos maiores filmes do cinema nacional:
a obra-prima “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Como Sílvia,
Danuza tem uma presença hipnotizante no filme. E é com
o genial cineasta que volta às telas em “A Idade da Terra”
(1980), último e desconcertante filme de Glauber, no qual faz
a mulher de Brahms, personagem de Maurício do Valle.
-
“Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha;
- “A Idade da Terra” (1980), de Glauber Rocha.
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