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Cristina Amaral
Foto: acervo Cristina Amaral
Uma das mais importantes e respeitadas montadoras do cinema brasileiro, Cristina Amaral nasceu em São Paulo. Formada em cinema pela ECA, começou seus trabalhos de montagem ainda na faculdade. Seu primeiro trabalho profissional foi em "Parada 88", de José de Anchieta, indicada pelo saudoso Chico Botelho, que foi seu professor - Paulo Emílio Salles Gomes foi outro professor em seus tempos de escola. Durante um bom tempo, Cristina Amaral trabalhou na montagem de filmes publicitários, época em que conheceu um de seus mestres confesso, o montador Umberto Martins. Estréia como montadora de cinema com o curta-metragem "Nós de Valor, Nós de Fato", marcando mais um importante encontro em sua carreira, dessa vez com o cineasta Denoy de Oliveira, de quem será amiga e parceira até a sua morte. Cristina Amaral faz assistência de montagem de "Ori", de Raquel Gerber, período em que assina a montagem dos curtas "Wholes", de A.Cecílio Neto, e de "Operação Brasil", de Gal Pereira. Por esses dois trabalhos, ganha, respectivamente, prêmios no Festival de Gramado e no RioCine. O início da década de 90 marca um encontro fundamental e definitivo de sua carreira com um dos maiores diretores do cinema brasileiro: Carlos Reichenbach. O cineasta a convida para montar o belo "Alma Corsária" (1993); A partir de "Alma Corsária", os dois viram amigos e cúmplices artísticos, e trabalham juntos em todos as produções seguinte: os longas "Dois Córregos" (1999), "Garotas do ABC" (2004), "Bens Confiscados" (2005), e curtas como "Olhar e Sensação" e "Equilíbrio e Graça". Depois de Carlos Reichenbach, Cristina Amaral tem mais um encontro definitivo, dessa vez com o cineasta Andrea Tonacci, um de seus ídolos, desde os tempos de "Bang Bang" (1971). Para Tonacci, assina a montagem de "Paixões", filme não finalizado, e o inédito "Serras da Desordem". Em 1997, Cristina Amaral e Andréa Tonacci montam a Extrema Produção Artística. "O Velho" (1996), de Toni Venturi, "O Cego Que Gritava Luz" (1996), de João Batista de Andrade, "A Hora Mágica" (1997), de Guilherme de Almeida Prado, e "Sonhos Tropicais", de André Sturn são outros trabalhos que levam a assinatura de Cristina Amaral. |
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