Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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077 – CLAUDETTE JOUBERT
1951, *Florínea, PR


Foto com Tony Vieira em cena de "A Filha do Padre" (1975),
de Tony Vieira


Durante sua trajetória, o Cinema Nacional sempre foi, e é, marcado por ciclos e movimentos: Ciclo Cataguases, Cinédia, Chanchada, Vera Cruz, Cinema Novo, Cinema Marginal, Pornochanchada, Cinema Paulista, Cinema da Retomada, entre outros. Correndo por fora, alguns cineastas construíram carreiras independentes, e que vão de um extremo ao outro, como o cinema existencialista de Walter Hugo Khouri; o cinema caipira de Mazzaropi; o terror de José Mojica Marins; os policiais e westerns de Tony Vieira; o cinema pancadaria de Affonso Brazza. E desses dois últimos, a bela Claudette Joubert foi musa absoluta.

Claudette Joubert trocou o Paraná por São Paulo, e nos anos 70 inicia carreira como modelo. Estréia no cinema pelas mãos de Fauzi Mansur, um dos mestres das pornochanchadas – as comédias eróticas de estrondoso sucesso nos anos 70 – em ‘Sinal Vermelho – As Fêmeas’, ao lado de Vera Fischer. Nessa época, a atriz conhece o ator Tony Vieira, com quem se casa e torna-se musa exclusiva de vários de seus filmes como diretor e produtor. Participa desde o primeiro, ‘Gringo, O Último Matador’, marcando presença nas fitas policiais e nos westerns de baixo orçamento dirigidos pelo marido. A Enciclopédia do Cinema Brasileiro tem uma definição deliciosa para Claudette Joubert nos filmes de Tony Vieira: ‘nesse período forja sua imagem de ninfeta ingênua e decidida, espécie de Eliana erótica’.

Com a separação de Tony Vieira no final dos anos 70, Claudette Joubert se destaca em várias pornochanchadas, tornando-se uma das musas do gênero e garantia de bilheteria em filmes como ‘Sob o Domínio do Sexo’, ou no clássico do filão ‘O Inseto do Amor’, também de Fauzi Mansur. Depois de anos afastada do cinema, após participar do filme ‘As Belas da Billings’, de outro solitário do cinema brasileiro, Ozualdo Candeias, Claudette Joubert volta às telas pelas mãos do bombeiro e cineasta Affonso Brazza – falecido recentemente, foi antigo colaborador de Vieira, desde sempre apaixonado pela atriz e diretor de filmes de baixa produção em Brasília, onde era conhecido como Rambo do Cerrado’. A atriz foi casada com Brazza e estrela de seus filmes, dando continuidade a sua trajetória de musa.

 - `Sinal Vermelho – As Fêmeas’ (1972), de Fauzi Mansur;
- `Gringo, O Último Matador’ (1973), de Tony Vieira;
- ‘Obsessão Maldita’ (1973), de Flávio Ribeiro Nogueira;
- ‘Os Pilantras da Noite’ (1975), de Tony Vieira;
- ‘A Filha do Padre’ (1975), de Tony Vieira;
- ‘Torturadas Pelo Sexo’ (1976), de Tony Vieira;
- ‘As Amantes de Um Canalha’ (1977), de Tony Viera;
- ‘Os Violentadores’ (1978), de Tony Vieira;
- ‘Herança dos Devassos’ (1979), de Alfredo Sternhein;
- ‘Essas Deliciosas Mulheres’ (1979), de Ary Fernandes;
- ‘O Inseto do Amor’ (1980), de Fauzi Mansur;
- ‘Os Indecentes’ (1980), de Antonio Meliande;
- ‘O Cangaceiro do Diabo’ (1980), de Tião Valadares;
- ‘O Rei da Boca’ (1982), de Clery Cunha;
- ‘Sexo Erótico na Ilha do Gavião’ (1986), de Rubens da Silva Prado;
- ‘As Belas da Billings’ (1987), de Ozualdo Candeias;
- ‘Inferno no Gama’, (1993), de Affonso Brazza;
- ‘Gringo Não Perdoa, Mata’ (1995), de Affonso Brazza;
- ‘No Eixo da Morte’ (1997), de Affonso Brazza;
- ‘Tortura Selvagem – A Grade’ (2001), de Affonso Brazza;
- ‘Fuga Sem Destino’ (2003), de Affonso Brazza

 

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