Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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081 – CHRISTIANE TORLONI
18 de fevereiro de 1957, *São Paulo, SP

Foto: cena de "Perfume de Gardênia" (1992),
de Guilherme de Almeida Prado


Como no Brasil a televisão é indústria e o teatro e o cinema resistências, não são muitas as atrizes que conseguem transitar, quantativa e qualitativamente, pelos três veículos. Dona de personalidade forte e presença arrebatadora, a bela Christiane Torloni vem construindo uma carreira significativa nas três searas, desde a década de 70.

Os anos 70 revelaram para as artes cênicas brasileiras, a beleza e o talento de Christiane Torloni. Filha da veterana atriz Monah Delacy, começa a carreira pelo teatro, onde inicia seus estudos com o saudoso Jaime Barcellos. Na tv participa de inúmeras novelas e minisséries, sempre com papel de destaque ou como protagonista - `Kananga de Japão`, `Selva de Pedra`, `A Gata Comeu` e `A Viagem` são alguns destaques. Christiane Torloni estréia no cinema em 1979, no filme `O Bom Burguês`, de Oswaldo Caldeira. Nos anos 80, intensifica seu trabalho nas três mídias - é um dos nomes de ponta do teatro - e marca presença constante nas telas, emendando um filme atrás do outro.

Em uma carreira de uma dezena e meia de filmes, Christiane Torloni atuou sob a direção de nomes importantes como Walter Hugo Khouri, Bruno Barreto, Ana Carolina, Neville D´Almeida, Ivan Cardoso, Guilherme de Almeida Prado e Nelson Pereira dos Santos. Tem bons momentos em `Besame Mucho`, e também como Selminha em `O Beijo no Asfalto`, Beatriz em `Eu` e Adalgisa em `Perfume de Gardênia`.

 - `O Bom Burguês` (1979), de Oswaldo Caldeira;
- `Ariella` (1980), de John Herbert;
- `Eros, o Deus do Amor`(1981), de Walter Hugo Khouri;
- `O Beijo no Asfalto` (1981), de Bruno Barreto;
- `Das Tripas Coração` (1982), de Ana Carolina;
- `Rio Babilônia` (1982), de Neville D´Almeida;
- `Águia na Cabeça` (1984), de Paulo Thiago;
- `Agüenta Coração` (1984), de Reginaldo Farias;
- `O Escorpião Escarlate` (1986), de Ivan Cardoso;
- `Eu` (1987), de Walter Hugo Khouri;
- `Besame Mucho` (1987), de Francisco Ramalho Jr.;
- `Perfume de Gardênia` (1992), de Guilherme de Almeida Prado;
-`Cinema de Lágrimas` (1995), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Ismael e Adalgisa’ (2001), de Malu de Martino.
 

 

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