Existem
algumas atrizes que passam pelo cinema rapidamente, mas que deixam
suas marcas para sempre. Um desses casos é a inesquecível
Célia Olga Benvenutti.
Célia
Olga Benvenutti começou a carreira no teatro – fez a EAD –
Escola de Arte Dramática. Durante os anos 1970 e 1980 também
atua em novelas na Record, Cultura e SBT, respectivamente, “Pingo
de Gente” (1971), de Raimundo Lopes; “Vento do Mar Aberto” (1981),
de Mário Prata; “Jogo do Amor” (1985), de Azis Bajur. Mas é
no cinema que seu talento vai explodir nas telas. O primeiro filme,
“A Virgem”, foi dirigido por Dionísio Azevedo, em 1973. No
entanto, é o segundo trabalho nas telas que vai imortalizar
a atriz: o impactante “Lilian M., Relatório Confidencial”,
de Carlos Reichenbach.
Em
entrevista à magnífica Revista “Cinema Em Close-up”,
bíblia dos cinéfilos dos anos 70, Carlos Reichenbach
contou que tinha abandonado o argumento de “Lilian M” durante anos.
Quando retomou, escreveu o roteiro pensando em Joana Fomm, mas não
pode contar com a atriz, que à época das filmagens estava
grávida. Desestimulado, pois o filme requeria uma grande atriz,
já que o filme gira em torno da personagem, pensou em abandonar
novamente o projeto quando um amigo indicou o nome de Célia
Olga Benvenutti. O resultado pode ser visto nas telas em um tour de
force impressionante da atriz, neste que é um dos mais belos
e inventivos filmes de Reichenbach. Ainda nos anos 80, Célia
Olga Benvenutti atua em filmes de José Alexandre, Cláudio
Cunha e Ciro Carpentieri Filho.
-
“A Virgem” (1973), de Dionísio de Azevedo;
- “Lilian M, Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach;
- “Por que as Mulheres Devoram os Machos” (1980), de José Alexandre;
- “O Gosto do Pecado” (1980), de Cláudio Cunha;
- “As Meninas de Madame Laura” (1981), de Ciro Carpentieri Filho.
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