Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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CÉLIA OLGA BENVENUTTI

Foto: com Lee Nujyja em cena de "Lilian M, relatorio Confidencial" (1975),
de Carlos Reichenbach

Existem algumas atrizes que passam pelo cinema rapidamente, mas que deixam suas marcas para sempre. Um desses casos é a inesquecível Célia Olga Benvenutti.

Célia Olga Benvenutti começou a carreira no teatro – fez a EAD – Escola de Arte Dramática. Durante os anos 1970 e 1980 também atua em novelas na Record, Cultura e SBT, respectivamente, “Pingo de Gente” (1971), de Raimundo Lopes; “Vento do Mar Aberto” (1981), de Mário Prata; “Jogo do Amor” (1985), de Azis Bajur. Mas é no cinema que seu talento vai explodir nas telas. O primeiro filme, “A Virgem”, foi dirigido por Dionísio Azevedo, em 1973. No entanto, é o segundo trabalho nas telas que vai imortalizar a atriz: o impactante “Lilian M., Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach.

Em entrevista à magnífica Revista “Cinema Em Close-up”, bíblia dos cinéfilos dos anos 70, Carlos Reichenbach contou que tinha abandonado o argumento de “Lilian M” durante anos. Quando retomou, escreveu o roteiro pensando em Joana Fomm, mas não pode contar com a atriz, que à época das filmagens estava grávida. Desestimulado, pois o filme requeria uma grande atriz, já que o filme gira em torno da personagem, pensou em abandonar novamente o projeto quando um amigo indicou o nome de Célia Olga Benvenutti. O resultado pode ser visto nas telas em um tour de force impressionante da atriz, neste que é um dos mais belos e inventivos filmes de Reichenbach. Ainda nos anos 80, Célia Olga Benvenutti atua em filmes de José Alexandre, Cláudio Cunha e Ciro Carpentieri Filho.

- “A Virgem” (1973), de Dionísio de Azevedo;
- “Lilian M, Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach;
- “Por que as Mulheres Devoram os Machos” (1980), de José Alexandre;
- “O Gosto do Pecado” (1980), de Cláudio Cunha;
- “As Meninas de Madame Laura” (1981), de Ciro Carpentieri Filho.

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