Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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CARMEN SILVA
5 de abril de 1916 *Pelotas, RS

Foto: cena de "Amor de Perversão" (1982),
de Alfredo Sterheim

Nascida em Pelotas, Rio Grande do Sul, Carmen Silva é uma veterana atriz com atuações no rádio, teatro, televisão e cinema.

Carmen Silva começou sua carreira artística nos anos 1930, quando atua no teatro e no rádio - foi radio-atriz, apresentadora e redatora, e atuou nas rádios Cultura, Record e Tupi. Nos palcos, atuou em várias peças, como no sucesso “Mais Quero Asno que me Carregue do que Cavalo que me Derrube”, adaptação de Carlos Alberto Soffredini para a Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente – por este trabalho, a atriz recebeu o prêmio Moliére. Na televisão, estreou no final dos anos 50 e teve ótimos momentos em novelas como a Melica de “Os Ossos do Barão” (1973), de Jorge Andrade; a Pauline de Clermon em “Ídolo de Pano” (1974), de Teixeira Filho; a dona Isaura em “A Viagem” (1975), de Ivani Ribeiro; e a Flora em “Mulheres Apaixonadas” (2003), de Manoel Carlos. No cinema, tem participações no final dos anos 1940, em filmes de Wallace Downey, Carlos Hugo Christensen e Oduvaldo Viana Filho. Nos anos 1950, participa de “Carnaval em Lá Menor”, de Adhemar Gonzaga; “Rebelião em Vila Rica”, dos irmãos Geraldo e Renato Santos Pereira; e no clássico “O Grande Momento”, de Roberto Santos.

Mas é na década de 1970 que Carmen Silva vai ter um grande momento cinematográfico como Amália, a maltratada esposa de Joãozinho (Jofre Soares) no excelente filme “Guerra Conjugal” (1975), do mestre Joaquim Pedro de Andrade. Outro bom momento é no episódio "As Três Virgens", de Roberto Palmari, do filme "Contos Eróticos" (1977), que lhe valeu prêmio de Atriz no Festival de Brasília. Na década de 1980, destaque para “Idolatrada” (1983), de Paulo Augusto Gomes.

- “Estudantes” (1935), de Wallace Downey;
- “Angel Desnudo” (1946), produção argentina dirigida por Carlos Hugo Christensen;
- “Quase no Céu” (1949), de Oduvaldo Vianna;
- “Carnaval em Lá Maior” (1955), de Adhemar Gonzaga;
- “Rebelião em Vila Rica” (1957), de Geraldo e Renato Santos Pereira;
- “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos;
- “Elas” (1970), no episódio “O Artesanato de Ser Mulher”, de José Roberto Noronha;
- “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Contos Eróticos” (1977), episódio “As Três Virgens”, de Roberto Palmari;
- “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sterheim;
- “Idolatrada” (1983), de Paulo Augusto Gomes;
- “O Gato de Botas Extraterrestre” (1990), de Wilson Rodrigues;
- “Até Logo Mamãe” (1997), curta de Luís Carlos Soares;
- “Lembra, Meu Velho?” (2002), curta de Giselle Jacques;
- “A Festa de Margarette” (2003), de Renato Falcão;
- “Valsa para Bruno Stein” (2007), de Paulo Nascimento.


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