Nascida
em Pelotas, Rio Grande do Sul, Carmen Silva é uma veterana
atriz com atuações no rádio, teatro, televisão
e cinema.
Carmen
Silva começou sua carreira artística nos anos 1930,
quando atua no teatro e no rádio - foi radio-atriz, apresentadora
e redatora, e atuou nas rádios Cultura, Record e Tupi. Nos
palcos, atuou em várias peças, como no sucesso “Mais
Quero Asno que me Carregue do que Cavalo que me Derrube”, adaptação
de Carlos Alberto Soffredini para a Farsa de Inês Pereira, de
Gil Vicente – por este trabalho, a atriz recebeu o prêmio Moliére.
Na televisão, estreou no final dos anos 50 e teve ótimos
momentos em novelas como a Melica de “Os Ossos do Barão” (1973),
de Jorge Andrade; a Pauline de Clermon em “Ídolo de Pano” (1974),
de Teixeira Filho; a dona Isaura em “A Viagem” (1975), de Ivani Ribeiro;
e a Flora em “Mulheres Apaixonadas” (2003), de Manoel Carlos. No cinema,
tem participações no final dos anos 1940, em filmes
de Wallace Downey, Carlos Hugo Christensen e Oduvaldo Viana Filho.
Nos anos 1950, participa de “Carnaval em Lá Menor”, de Adhemar
Gonzaga; “Rebelião em Vila Rica”, dos irmãos Geraldo
e Renato Santos Pereira; e no clássico “O Grande Momento”,
de Roberto Santos.
Mas
é na década de 1970 que Carmen Silva vai ter um grande
momento cinematográfico como Amália, a maltratada esposa
de Joãozinho (Jofre Soares) no excelente filme “Guerra Conjugal”
(1975), do mestre Joaquim Pedro de Andrade. Outro bom momento é
no episódio "As Três Virgens", de Roberto Palmari,
do filme "Contos Eróticos" (1977), que lhe valeu
prêmio de Atriz no Festival de Brasília. Na década
de 1980, destaque para “Idolatrada” (1983), de Paulo Augusto Gomes.
-
“Estudantes” (1935), de Wallace Downey;
- “Angel Desnudo” (1946), produção argentina dirigida
por Carlos Hugo Christensen;
- “Quase no Céu” (1949), de Oduvaldo Vianna;
- “Carnaval em Lá Maior” (1955), de Adhemar Gonzaga;
- “Rebelião em Vila Rica” (1957), de Geraldo e Renato Santos
Pereira;
- “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos;
- “Elas” (1970), no episódio “O Artesanato de Ser Mulher”,
de José Roberto Noronha;
- “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Contos Eróticos” (1977), episódio “As Três
Virgens”, de Roberto Palmari;
- “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sterheim;
- “Idolatrada” (1983), de Paulo Augusto Gomes;
- “O Gato de Botas Extraterrestre” (1990), de Wilson Rodrigues;
- “Até Logo Mamãe” (1997), curta de Luís Carlos
Soares;
- “Lembra, Meu Velho?” (2002), curta de Giselle Jacques;
- “A Festa de Margarette” (2003), de Renato Falcão;
- “Valsa para Bruno Stein” (2007), de Paulo Nascimento.
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