Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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066 – CARMEM VIOLETA
1908, *Santana do Livramento, RS



Nos anos 30, a Cinédia, primeiro estúdio brasileiro de grande porte, do produtor e diretor Adhemar Gonzaga, também teve sua galeria de musas. E Carmem Violeta foi uma dessas estrelas de primeira grandeza.

Ainda jovem, Carmem Violeta sai do Rio Grande do Sul com destino ao Rio de Janeiro, onde inicia sua carreira artística através da dança e do canto lírico. Em 1929, estréia nas telas no clássico do cinema brasileiro, `Barro Humano`, de Adhemar Gonzaga. Esse encontro com Gonzaga marcará a carreira da atriz, ao integrá-la à galeria de musas da Cinédia, estúdio que ele monta no Rio de Janeiro com o objetivo de realizar filmes com apelo popular, sem abrir mão da qualidade artística e técnica. Carmem Violeta marca presença nos dois primeiros filmes da Cinédia, os também clássicos `Lábios Sem Beijos`, do genial Humberto Mauro, e `Mulher`, de Octávio Gabus Mendes.

Em `Mulher`, Carmem Violeta é escalada por Adhemar Gonzaga para ser a protagonista. A atuação da atriz é elogiada e o filme, de temática ousada para a época, torna-se um dos sucessos do estúdio. No ano seguinte, 1932, Carmem Violeta volta a ser dirigida por Octávio Gabus Mendes em `Onde a Terra Acaba`, seu último filme no Cinema Nacional.


 - `Barro Humano` (1929), de Adhemar Gonzaga;
- `Lábios Sem Beijos` (1930), de Humberto Mauro;
- `Mulher` (1931), de Octávio Gabus Mendes;
- `Onde a Terra Acaba` (1932), de Octávio Gabus Mendes.

 

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