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LILIAN
LEMMERTZ por CARLOS REICHENBACH

DUAS
OU TRES PALAVRAS SOBRE LILIAN
por Carlos Reichenbach
Intensa e perficiente.
Estes talvez sejam os adjetivos mais precisos que definem a presença de
Lilian Lemmertz nos filmes brasileiros.
Se filmes como "As Deusas" e "O Desejo", de Walter
Hugo Khouri, "Lição de Amor", de Eduardo Escorel e "Cordélia,
Cordélia", de Rodolfo Nanni nos impregnaram a memória para o resto
da vida, isso muito se deve à ânima emprestada por esta atriz e persona
ímpar.
Poucas foram as atrizes do mundo (e da história) que souberam interpretar
essencialmente com os olhos. Qualquer close de Lilian Lemmetz em
"As Deusas" diz mais que mil páginas de diálogos.
De Walter Hugo Khouri ela foi mais que atriz-personagem; foi a cúmplice
perfeita, quase um alter-ego. Walter explorou à exaustão a sua força enigmática.
Lilian, a esfinge. Singular e infinita
Carlos
Reichenbach é um dos mais importantes cineastas brasileiros,
diretor de filmes fundamentais como "Lilian M - Arquivo Confidencial",
"O Império do Desejo", "Filme Demência" e "Alma
Corsária".
Até o momento, seus últimos filmes são "Garotas do ABC" (2005)
e
"Bens Confiscados" (2005).
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