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ADRIANA
PRIETO por CARLO MOSSY

Quanto à homenagem de uma musa do cinema brasileiro, na sala da fantástica
Lilian Lemmertz, escolheria, se você me permitir, minha grande paixão
em forma de mulher e que me extasiava toda vez quando ao lado dela filmava.
Uma moça que hipnotizava até as lentes da câmera, que desfocavam de vergonha
quando ela as mirava fixamente durante um dos seus “maquiavélicos” closes.
Uma
atriz que transcendia sua própria arte de interpretar, citada por mim
em todas as oportunidades como sendo: Um olhar intrigante de uma
Greta Garbo, mesclada à plástica de uma Marlene Dietrich, com uma
pitada maliciosa e coquete de uma Mary Pickford e, last not
least, tendenciosamente infantil como uma Marlyn Monroe.
Pena
que Adriana Prieto morreu cedo e bestialmente. O cinema perdeu uma importante
intérprete, um imã de alegria e sensualidade.
Carlo
Mossy é um importante ator, diretor, roteirista e produtor do cinema
brasileiro.
Em 1968, revela-se como
ator no clássico "Copacabana me Engana", de Antônio
Carlos da Fontoura. Dá-se início a uma bem-sucedida carreira de ator em mais
de 20
filmes, como "A Penúltima Donzela" (1969), de Fernando
Amaral;
"Soninha Toda Pura" (1971), de Aurélio Teixeira; "Lua de Mel e
Amendoim" (1971),
de Fernando de Barros e Pedro Carlos Róvai, "Quando as Mulheres
Paqueram" (1971),
de Victor di Mello. Nesses mesmos anos 70, torna-se produtor com a Vydia
Produções
Cinematográficas e diretor de várias comédias eróticas como "Com as
Calças na Mão" (1975)
"As Massagistas Profissionais"(1976); "Manicures a
Domicílio" (1977), entre outros.
É também produtor e ator de "Giselle" (1983), de Victor di Mello, um
clássico do
cinema erótico. Carlo Mossy está sendo homenageado com bela mostra
no
Cine Odeon, no Rio de Janeiro, durante este mês defevereiro/2006.
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