Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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133 – CAMILA AMADO
8 de agosto, * Rio de Janeiro, RJ

Foto: com Paulo Porto em cena de "O Casamento" (1976)
de Arnaldo Jabor

Grande parte de nossas atrizes escolheu o teatro como veículo predileto e de dedicação para suas carreiras. No entanto, quando essas mesmas atrizes levam sua arte também para as telas do Cinema Nacional, o que se vê, muitas vezes, são explosões de talento registradas para sempre pela lente do cinema. A carioca Camila Amado é, seguramente, um desses nomes.

Camila Amado sempre direcionou sua carreira para o teatro. E nesse espaço, explorou não só o trabalho de atriz como também de produtora e professora. A comédia ´As Desgraças de Uma Criança´ e o clássico romântico ´A Dama das Camélias´ são alguns de seus sucessos no palco. A atriz estreou no cinema na década de 70, período em que dá voz a uma das composições de personagem inesquecíveis do Cinema Nacional: a secretária Noêmia de ´O Casamento´. Adaptação de Arnaldo Jabor para o texto de Nelson Rodrigues para o cinema, o filme reúne também  os talentos de Paulo Porto e Adriana Prieto´, em 1976. O assassinato da personagem é uma das cenas mais poderosas do filme e fica para sempre na memória de quem assiste esse exasperado trabalho do cineasta.

Nos anos seguintes, Camila Amado continuou dedicando seu trabalho ao teatro, com participações esparsas também em novelas –  depois da estréia em 1969 em “Um Gosto Amargo de Festa”, atuou em cerca de meia dúzia de produções. No cinema, fica ausente durante anos e retorna no delicado ´As Meninas´, de Emiliano Ribeiro, em 1995, uma adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles.  Camila Amado entra os anos 200 brilhando no sensacional ´Amélia´, da grande Ana Carolina, em dobradinha perfeita com a gigante Myrian Muniz, infelizmente, falecida na última semana.

 - `Quem Tem Medo de Lobisomem´ (1973), de Reginaldo Farias;
- `O Casamento´ (1976), de Arnaldo Jabor;
- `Parceiros da Aventura’ (1980), de José Medeiros;

- `As Meninas´ (1995), de Emiliano Ribeiro;
- `Amélia´ (2000), de Ana Carolina;
- `Condenado à Liberdade´ (2001), de Emiliano Ribeiro;
- `Copacabana´ (2001), de Carla Camurati.

 

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