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Foto:
com Eduardo Tornaghi em cena de `O Príncipe' (2002) As artes cênicas brasileiras são marcadas
por belas atrizes dos mais diferentes tipos. Há uma galeria de louras
que permeia o imaginário brasileiro, e que abriga nomes como Tônia Carrero,
Maria Della Costa, Odete Lara, Vera Fischer e Maitê Proença. E entre essas
beldades está a paulista Bruna Lombardi. Bruna Lombardi é de linhagem cinematográfica
- seu pai, o italiano Ugo Lombardi, foi artista atuante na Vera Cruz,
estúdio cinematográfico paulista dos anos 50. Na Vera Cruz, ele dirigiu,
entre outros, Tônia Carrero em `É Proibido Beijar’, em 1954. Dona de uma
beleza estonteante, Bruna Lombardi protagonizou comerciais ainda na infância.
Estréia como atriz nos anos 70 -
sua primeira novela foi `Sem Lenço, Sem Documento’, de Mário Prata,
em 1977, seguida de trabalhos importantes como `Aritana’ (1978), de Ivani
Ribeiro e `Louco Amor’ (1983), de Gilberto Braga. Seu grande momento na
telinha, porém, seria em 1985, como Diadorim na inesquecível adaptação
de Walter George Durst para `Grande Sertão: Veredas’, de Guimarães Rosa,
dirigida por Walter Avancini. A atriz estréia no cinema na década de 70
em `A Noite dos Duros’, de Adriano Stuart, dando continuidade em `O Cangaceiro
Trapalhão, de Daniel Filho, em 1983. Além da carreira de atriz, Bruna Lombardi
investe também na literatura, seu primeiro livro de poesias é `No Ritmo
Dessa Festa’, e arrebata Mário Quintana, admirador confesso da artista.
Outra vertente pela qual circula é o jornalismo e nos anos 90 comanda
o `talk show’ `Gente de Expressão'.
Bruna Lombardi fica longo tempo longe das telas do cinema nacional
– e nesse período investe em formação cinematográfica nos Estados Unidos
junto com o marido, e também ator Carlos Alberto Ricelli, para quem produz
e roteiriza uma produção americana. A atriz volta às telas do cinema brasileiro
em 2002, no interessante filme de Ugo Guiorgetti, `O Princípe’.
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