Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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162 – BRUNA LOMBARDI
1 de agosto de 1952, *São Paulo, SP

 

Foto: com Eduardo Tornaghi em cena de `O Príncipe' (2002)
de Ugo Giorgetti

As artes cênicas brasileiras são marcadas por belas atrizes dos mais diferentes tipos. Há uma galeria de louras que permeia o imaginário brasileiro, e que abriga nomes como Tônia Carrero, Maria Della Costa, Odete Lara, Vera Fischer e Maitê Proença. E entre essas beldades está a paulista Bruna Lombardi. 

Bruna Lombardi é de linhagem cinematográfica - seu pai, o italiano Ugo Lombardi, foi artista atuante na Vera Cruz, estúdio cinematográfico paulista dos anos 50. Na Vera Cruz, ele dirigiu, entre outros, Tônia Carrero em `É Proibido Beijar’, em 1954. Dona de uma beleza estonteante, Bruna Lombardi protagonizou comerciais ainda na infância. Estréia como atriz nos anos 70 -  sua primeira novela foi `Sem Lenço, Sem Documento’, de Mário Prata, em 1977, seguida de trabalhos importantes como `Aritana’ (1978), de Ivani Ribeiro e `Louco Amor’ (1983), de Gilberto Braga. Seu grande momento na telinha, porém, seria em 1985, como Diadorim na inesquecível adaptação de Walter George Durst para `Grande Sertão: Veredas’, de Guimarães Rosa, dirigida por Walter Avancini. A atriz estréia no cinema na década de 70 em `A Noite dos Duros’, de Adriano Stuart, dando continuidade em `O Cangaceiro Trapalhão, de Daniel Filho, em 1983. 

Além da carreira de atriz, Bruna Lombardi investe também na literatura, seu primeiro livro de poesias é `No Ritmo Dessa Festa’, e arrebata Mário Quintana, admirador confesso da artista. Outra vertente pela qual circula é o jornalismo e nos anos 90 comanda o `talk show’ `Gente de Expressão'.  Bruna Lombardi fica longo tempo longe das telas do cinema nacional – e nesse período investe em formação cinematográfica nos Estados Unidos junto com o marido, e também ator Carlos Alberto Ricelli, para quem produz e roteiriza uma produção americana. A atriz volta às telas do cinema brasileiro em 2002, no interessante filme de Ugo Guiorgetti, `O Princípe’.


- `A Noite dos Duros’ (1978), de Adriano Stuart;
- `O Cangaceiro Trapalhão’ (1983), de Daniel Filho;
- `O Príncipe’ (2002), de Ugo Giorgetti.

 

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