Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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138 – BIBI FERREIRA
1 de junho de 1922 *Rio de Janeiro, RJ



Toda vez que alguém chama Fernanda Montenegro de 1ª Dama do Teatro Brasileiro ela se esquiva e recusa o título. E sempre diz: se temos uma Primeira Dama, ela é com certeza a grande Bibi Ferreira. Assim como Cacilda Becker, Dulcina de Moraes e Alda Garrido, Bibi Ferreira fez poucos filmes, mas pelo menos marcou presença em três produções, deixando registrado todo o seu talento nas telas do Cinema Nacional.

Bibi Ferreira nasceu em berço artístico: sua mãe, Aída Izquierdo, vem de uma família circense e foi bailarina; já seu pai, Procópio Ferreira, foi um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Segundo registro na Enciclpédia do Cinema Brasileiro, Bibi Ferreira subiu ao palco pela primeira vez aos 24 dias de vida, ao substituir uma boneca que desaparecera, na peça ´Manhã de Sol´, de Oduvaldo Viana; e já aos três anos cantava e dançava em cena. Em 1941, estréia profissionalmente no teatro sob a direção do pai, veículo onde constrói uma carreira brilhante como atriz, diretora e cantora, em sucessos como ´My Fair Lady´, ´Gota D´Àgua´ e ´Piaf´. Antes disso, porém, estréia no cinema em ´Cidade Mulher´, dirigido pelo mestre Humberto Mauro e protagonizado por Carmen Santos.

Já atriz consagrada no teatro e no rádio, Bibi Ferreira protagoniza uma produção inglesa, ´O Fim do Rio´, dirigida por Derek Twist. No mesmo ano, atua em ´Almas Adversas´, de Leo Marten, cineasta nascido na Bósnia que desde os anos 20 marca presença no cinema brasileiro dirigindo quase uma dezena de filmes. ´Almas Adversas´ tem roteiro assinado pelo genial Lúcio Cardoso, cuja obra marcará anos depois o Cinema Novo através das adaptações de Paulo César Saraceni - ´Porto das Caixas´, ´A Casa Assassinada´ e ´O Viajante´. Em 1956, Bibi Ferreira participa de ´Leonora dos Sete Mares´, dirigido por Carlos Hugo Christensen – a Enciclopédia do Cinema Brasileiro não registra esse trabalho no verbete da atriz, ao contrário do pesquisador Antônio Leão da Silva Neto que o credita no Dicionário de Atores e Atrizes e no Dicionário de Filmes Brasileiros.

 - ´Cidade Mulher´ (1934), de Humberto Mauro;
- ´Almas Adversas´ (1948), de Leo Marten
- ´Leonora dos Sete Mares´ (1956), de Carlos Hugo Christensen

Foto: Fonte/Dicionário Mulheres do Brasil
 

 

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