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Betty
Faria

Foto:
cena de "Bens Confiscados" (2005), de
Carlos Reichenbach
Betty
Faria é uma das atrizes mais importantes da televisão brasileira. No entanto,
o veículo onde ela explora melhor todas as suas potencialidades é o cinema,
declaradamente a grande paixão da atriz. Desde sua estréia na década de
60 que Betty Faria é presença constante nas telas e em filmes expressivos.
A atriz costuma brincar, dizendo que o cinema brasileiro é o seu grande
príncipe e que ela está sempre disponível para ele, a espera de convites.Trabalhou
na produção de `Jubiabá`, de Nelson Pereira dos Santos, e por isso conhece
os dois lados, sabe as dores e as delícias de se fazer cinema no Brasil.
Bailarina, Betty Faria marcou presença em revistas musicais no inicio
da carreira, com trabalhos para o mitológico Carlos Machado. Muito anos
depois, protagonizou o programa ``Brasil Pandeiro´, na Globo, em que homenageava
o teatro de revista. Desenvolveu uma carreira importante nas novelas em
marcos como `Pecado Capital´ e em muitas outras, mas é o cinema que revela
em tamanho exato o talento da atriz, que mistura em suas interpretações
um certo ar malandro e uma entrega absoluta e apaixonada, de quem realmente
ama o cinema.
Premiada e homenageada pelos nossos Festivais, Betty Faria já atuou até
agora em cerca de 20 filmes. Estreou no cinema nos anos 60 em `O Beijo,
de Flávio Tambellini, marca presença no Cinema Marginal, e tem seu primeiro
grande papel em `A Estrela Sobre`, de Bruno Barreto, em 1974. Durante
a carreira, a atriz teve a felicidade de interpretar pelo menos quatro
personagens inesquecíveis: a Leniza Mayer de `A Estrela Sobe`, a Salomé
de `Bye Bye Brasil´, a Fausta de `Romance da Empregada` e a Dália de `Anjos
do Arrabalde`. `Romance da Empregada´ é o melhor filme de Bruno Barreto
– na época, a interpretação da atriz fez sucesso no Festival de Cannes.
Já `Bye Bye Brasil´ e um dos nossos maiores clássicos.
- `O Beijo` (1964), de Flávio Tambellini;
- `Amor e Desamor´ (1965), de Gerson Tavares;
- `A Lei do Cão´ (1967), de Jece Valadão;
- `As Sete Faces de um Cafajeste´ (1968), de Jece Valadão;
- ``Piranhas do Asfalto´ (1970), de Neville D´Almeida;
- `Os Monstros do Babaloo´ (1970), de Elyseu Visconti;
- `Som, Amor e Curtição´ (1972), de J.B. Tanko;
-`A Estrela Sobe` (1974), de Bruno Barreto;
- `O Casal´ (1975), de Daniel Filho;
- `Dona Flor e Seus Dois Maridos´ (1976), de Bruno Barreto;
- `O Cortiço` (1978), de Francisco Ramalho Jr.;
- `Bye Bye Brasil` (1979), de Carlos Diegues;
- `O Bom Burguês` (1983), de Oswaldo Caldeira;
- `Jubiabá` (1987), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Anjos do Arrabalde` (1986), de Carlos Reichenbach;
- `Um Trem Para as Estrelas` (1987), de Carlos Diegues;
- `Romance da Empregada` (1988), de Bruno Barreto;
- `Lili, A Estrela do Crime` (1989), de Lui Farias;
- `Perfume de Gardênia` (1995), de Guilherme de Almeida Prado;
- `For All, O Trampolim da Vitória` (1997), de Buza Ferraz e Luiz Carlos
Lacerda;
- `Sexo, Amor e Traição' (2004), de Jorge Fernando;
- `Bens Confiscados' (2004), de Carlos Reichenbach.
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