Betty Faria é uma das atrizes mais importantes da televisão brasileira.
No entanto, o veículo onde ela explora melhor todas as suas potencialidades
é o cinema, declaradamente a grande paixão da atriz. Desde sua estréia
na década de 60 que Betty Faria é presença constante nas telas e em
filmes expressivos. A atriz costuma brincar, dizendo que o cinema brasileiro
é o seu grande príncipe e que ela está sempre disponível para ele, a
espera de convites.Trabalhou na produção de `Jubiabá`, de Nelson Pereira
dos Santos, e por isso conhece os dois lados, sabe as dores e as delícias
de se fazer cinema no Brasil.
Bailarina, Betty Faria marcou presença em revistas musicais no inicio
da carreira, com trabalhos para o mitológico Carlos Machado. Muito anos
depois, protagonizou o programa ``Brasil Pandeiro´, na Globo, em que
homenageava o teatro de revista. Desenvolveu uma carreira importante
nas novelas em marcos como `Pecado Capital´ e em muitas outras, mas
é o cinema que revela em tamanho exato o talento da atriz, que mistura
em suas interpretações um certo ar malandro e uma entrega absoluta e
apaixonada, de quem realmente ama o cinema.
Premiada e homenageada pelos nossos Festivais, Betty Faria já atuou
até agora em cerca de 20 filmes. Estreou no cinema nos anos 60 em `O
Beijo, de Flávio Tambellini, marca presença no Cinema Marginal, e tem
seu primeiro grande papel em `A Estrela Sobre`, de Bruno Barreto,
em 1974. Durante a carreira, a atriz teve a felicidade de interpretar
pelo menos quatro personagens inesquecíveis: a Leniza Mayer de `A Estrela
Sobe`, a Salomé de `Bye Bye Brasil´, a Fausta de `Romance da Empregada`
e a Dália de `Anjos do Arrabalde`. `Romance da Empregada´ é o melhor
filme de Bruno Barreto – na época, a interpretação da atriz fez sucesso
no Festival de Cannes. Já `Bye Bye Brasil´ e um dos nossos maiores clássicos.
- `O Beijo` (1964), de Flávio Tambellini;
- `Amor e Desamor´ (1965), de Gerson Tavares;
- `A Lei do Cão´ (1967), de Jece Valadão;
- `As Sete Faces de um Cafajeste´ (1968), de Jece Valadão;
- ``Piranhas do Asfalto´ (1970), de Neville D´Almeida;
- `Os Monstros do Babaloo´ (1970), de Elyseu Visconti;
- `Som, Amor e Curtição´ (1972), de J.B. Tanko;
-`A Estrela Sobe` (1974), de Bruno Barreto;
- `O Casal´ (1975), de Daniel Filho;
- `Dona Flor e Seus Dois Maridos´ (1976), de Bruno Barreto;
- `O Cortiço` (1978), de Francisco Ramalho Jr.;
- `Bye Bye Brasil` (1979), de Carlos Diegues;
- `O Bom Burguês` (1983), de Oswaldo Caldeira;
- `Jubiabá` (1987), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Anjos do Arrabalde` (1986), de Carlos Reichenbach;
- `Um Trem Para as Estrelas` (1987), de Carlos Diegues;
- `Romance da Empregada` (1988), de Bruno Barreto;
- `Lili, A Estrela do Crime` (1989), de Lui Farias;
- `Perfume de Gardênia` (1995), de Guilherme de Almeida Prado;
- `For All, O Trampolim da Vitória` (1997), de Buza Ferraz e Luiz Carlos
Lacerda;
- `Sexo, Amor e Traição' (2004), de Jorge Fernando;
- `Bens Confiscados' (2004), de Carlos Reichenbach.