Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
REGISTROS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato



201 - BERTA LORAN
1928, *Varsóvia, Polônia

 

Foto: Revista Aplauso

Vários imigrantes, naturalizados ou não, atuaram no Cinema Nacional durante toda a sua trajetória, enriquecendo nossa filmografia. Carmen Miranda, Henriette Morineau, Elke Maravilha e Lola Brah são algumas dessas atrizes. Na década de 50, período das chanchadas brasileiras, uma atriz e comediante nascida no Polônia estreava em nossas telas: a grande Berta Loran.

Aos 11 anos, Berta Loran chega com sua família judia no Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial. Seu pai é um saltimbanco, e o meio artístico é o berço natural da futura atriz e comediante, que depois de viajar pelo mundo atua em teatros de revista no Brasil. Estréia no cinema em 1955 pelas mãos do mestre Watson Macedo em ‘Sinfonia Carioca’. Nos dois filmes seguintes, ‘Papai Fanfarrão’ e ‘Garotas e Samba’, é dirigida pelo outro grande diretor de chanchadas, Carlos Manga. Berta Loran faz carreira na tv em programas humorísticos como ‘Planeta dos Homens’ e ‘Escolinha do Professor Raimundo’, onde se torna uma comediante reconhecida pelo público televisivo, atuando com dois de nossos maiores artistas: Jô Soares e Chico Anysio.

Em 1984 Berta Loran chega às novelas, para uma experiência única até agora - a outra foi na minissérie ‘Chiquinha Gonzaga. Com esse trabalho, ela surpreende público e crítica com sua performance de atriz em ‘Amor Com Amor Se Paga’, de Ivani Ribeiro, na Globo, em que faz dobradinha histórica com Ary Fontoura. A atriz marca presença no cinema brasileiro nas décadas de 50, 60 e 70, atuando em filmes, além dos citados, de Eurípes Ramos , Fauzi Mansur e Roberto Pires.

- ‘Sinfonia Carioca’ (1955), de Watson Macedo;
- ‘Papai Fanfarrão’ (1957), de Carlos Manga;
- ‘Garotas e Samba’ (1957), de Carlos Manga;
- ‘O Barbeiro Que Se Vira’ (1958), de Eurípes Ramos;
- ‘O Cantor e a Bailarina’ (1960), de Armando de Miranda;
- ‘A Ilha dos Paqueras’ (1966), de Fauzi Mansur;
- ‘Em Busca do Su$exo’ (1970), de Roberto Pires;
- ‘O Amante de Minha Mulher’ (1978), de Alberto Pieralisi

 

sala   indice arquivo   Home