Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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021 – BELMIRA DE ALMEIDA
1895 – 2 de dezembro de 1974, *Lisboa, Portugal


 

Foto: Belmira de Almeida (de chapéu branco) com Maria Amaro, Heloisa Helena
e Manoelito Teixeira em cena de "Samba da Vida" (1937), de Luiz de Barros


Nas primeiras décadas do século passado, o Brasil recebia várias companhias de teatro, ópera e astros populares que incluíam o país na rota de suas turnês. E não foi uma nem duas vezes que alguns desses artistas acabaram se fixando no país e desenvolvendo carreira por aqui. Como a portuguesa Belmira de Almeida.

Belmira de Almeida iniciou sua carreira artística no teatro, ainda em Portugal. Segundo registro do Dicionário de Atores e Atrizes, a artista vem com sua companhia em 1910 se apresentar no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, e com o sucesso obtido permanece no país. Estréia no cinema ainda na década de 10, e atua nos filmes ‘A Viuvinha do Cinema’, de Leopoldo Froes, e ‘Entre Dois Amores’, de Paulino Botelho. Na década de 30, o jornalista, produtor e cineasta Adhemar Gonzaga funda no Rio de Janeiro a Cinédia, o maior estúdio cinematográfico da época, e a atriz integra o cast da companhia ao participar do grande sucesso ‘A Voz do Carnaval’, de 1933. Dirigido por Gonzaga e pelo mestre Humberto Mauro, o filme reúne no elenco os talentos de Aracy Cortes, Carmen Miranda e Lamartine Babo.

Em 1935, Belmira de Almeida volta a atuar sob a direção de Humberto Mauro em ‘Favella dos Meus Amores’ , dessa vez numa produção da Brasil Vita Filmes, de Carmen Santos, grande atriz, produtora e diretora, que protagoniza a película – o filme faz enorme sucesso na época. Belmira de Almeida segue carreira no cinema até a década de 40. Falece em 2 de dezembro de 1974.


- ‘A Viuvinha do Cinema’ (1917), de Leopoldo Froes;
- ‘Entre Dois Amores’ (1917), de Paulino Botelho;
- ‘Um Senhor de Posição’ (1925), de Irineu Marinho;
- ‘A Voz do Carnaval’ (1933), de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro;
- ‘Favella dos Meus Amores’ (1935), de Humberto Mauro;
- ‘Samba da Vida’ (1937), de Luiz de Barros;
- ‘O Simpático Jeremias’ (1940), de Moacyr Fenelon;
- ‘O Caçula do Barulho’ (1949), produção portuguesa de Riccardo Freda.

 

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