Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Assunção Hernandez

Foto: com Alain Fresnot, Heron Rodrigues e Vinicius e Fernando Andrade
nas filmagens de "Doramundo" (1978), de João Batista de Andrade
Fonte/Foto: "Alguma solidão e muitas histórias (a Trajetória de um Cineasta Brasileiro)"
por Maria do Rosário Caetano - Coleção Aplauso - Imprensa Oficial de São Paulo

Durante toda a trajetória do cinema brasileiro várias mulheres se destacaram como produtoras, posição fundamental para a concretização dos projetos de cineastas das mais diferentes vertentes. O elenco é gigantesco, em que figuram veteranas como Lucy Barreto, Gláucia Camargos,  Mariza Leão e Sara Silveira. E nessa galeria está Assunção Hernandez. 

Assunção Hernandez tem um currículo extenso, expressivo e premiado a serviço do cinema nacional. Se nome está intimamente ligado ao cineasta João Batista de Andrade, com quem fundou em 1975 a Raiz Produções Cinematográficas. 

Esse encontro colocou nas telas pelo menos dois filmes essenciais na história do cinema, trabalhos fortes e com alto teor político: “Doramundo”, em 1978 – Melhor Filme no Festival de Gramado; e “O Homem que Virou Suco” (1981) – Medalha de Ouro no Festival de Moscou.  Outro bom momento é em “A Próxima Vítima”, em 1983. 

Aliás, política é um assunto de primeira ordem para Assunção Hernandez, o que a levou também para a presidência da CBC – Congresso Brasileiro de Cinema 

Assunção Hernandez assina a produção dos demais filmes de João Batista de Andrade, “Céu Aberto” (1985),  “O País dos Tenentes” (1987), “O Cego que Gritava Luz” (1997) e “O Tronco” (1999). 

Além de João Batista de Andrade, Assunção Hernandez vem marcando presença também em filmes de dois cineastas autorais: Guilherme de Almeida Prado e Suzana Amaral.

Para Guilherme de Almeida Prado, Hernandez assinou a produção do premiado “A Dama do Cine Shangai, em 1987, grande sucesso no Festival de Gramado. Em 1992 e 1998 volta a fazer parceria como Almeida Prado, respectivamente, em “Perfume de Gardênia” e “A Hora Mágica”. 

Em 1985, Suzana Amaral sacode o país com sua delicada e maravilhosa adaptação de “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, em filme homônimo protagonizado por Marcélia Cartaxo, José Dumont e Tâmara Taxman. E é Assunção Hernandez quem assina essa produção que obteve repercussão internacional pela qualidade do filme e pelo prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim para Marcélia Cartaxo. 

Em 2001, Assunção Hernandez volta a produzir o novo longa de Suzana Amaral, “Uma Vida em Segredo”, dessa vez uma adaptação do livro de Autran Dourado. 

D
epois de produzir o primeiro longa-metragem dirigido pela atriz internacional Florinda Bolkan, “Eu Não Conhecia Tururu”, Assunção Hernandez produz, em 2003, “De Passagem”, filme premiado no Festival de Gramado e que marca a estréia de Ricardo Elias em longas.

"Brasa Adormecida" (1987), de Djalma Limonge Batista, "Lua Cheia" (1989), de Alain Fresnot, "Real Desejo" (1990), de Augusto Sevá, e os curtaz "O Nariz" (1988), de Eliane Caffé e "Chateaubriand - Cabeça de Paraíba" (2000), de Marcos Manhães Marins são outros trabalhos em que Assunção Hernadez atuou.

 

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