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DARLENE
GLÓRIA por ARMANDO MENDZ

Foto:
com Paulo Porto em cena de "Toda Nudez Será Castigada"
(1973),
de Arnaldo jabor
Bom, eu acho que o cinema brasileiro tem várias atrizes fantásticas,
mas uma que sempre me vem à memória é Darlene Glória,
principalmente.
Eu
não vi todos os filmes que a Darlene Glória fez, mas os
que eu vi sempre me marcaram muito, especialmente o “Toda Nudez Será
Castigada”, do Jabor. Ela interpreta uma prostituta e amante do Paulo
Porto, e interpreta de um jeito visceral, de um jeito tão forte,
de um jeito tão emocional, tão verdadeiro. É uma
interpretação das que eu acho mais fortes do cinema brasileiro
inteiro. É essa interpretação da Darlene Glória.
Eu
vi uns outros filmes com ela também. Tem outro filme que chamou
muita atenção, que ela faz uma amante de um policial, se
não me engano, e, na verdade, isso acabou acontecendo na vida pessoal
dela, que tem uma história com o Mariel Mariscot.
Enfim,
eu acho uma pessoa talentosíssima, que teve uma vida muito conturbada,
mas que é um retrato da época que ela viveu também,
dos anos 70. Outro dia eu a vi com o Selton Mello em um programa, eu vi
que ela está super bem, continua linda.
Enfim,
eu sou um fã, um fã da Darlene Glória. Assim, eu
gostaria de vê-la atuando de novo.
Depoimento
ao Mulheres em janeiro/2008
na
"11a Mostra de Cinema de Tiradentes".
Armando Mendz é
cineasta e montador.
É um dos diretores, e montador,do
longa-metragem "5 Frações de Uma Quase História".
Dirigiu o documentário "Secos & Molhados" e o curta
"Água Benta, Fé Ardente", Melhor Documentário
da Mostra
MiIS de Vídeo
1999, e Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio 1999;
e
é montador, ao lado de Fernando Minicucci, do curta
"O Crime da Atriz" (2007), de Elza Cataldo.
Armando Mendz é um dos sócios-fundadores da Camisa Listrada,
produtora de filmes - "5 Frações de Uma Quase História",
"Descaminhos" e "Fronteira" - programas de TV e espetáculos
em DVD.
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