Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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205 - ARACI ESTEVES
 *Porto Alegre, PA

 

Foto: com Paulo José em cena de "Anahy de las Misiones" (1997), 
de Sérgio Silva

Maior nome do Cinema Gaúcho e dos palcos de Porto Alegre, Araci Esteve é uma grande atriz revelada nacionalmente para o grande público pela estupenda e premiada  atuação em “Anahy de Las Misiones”. 

Nascida em Porto Alegre, Araci Esteves inicia carreira artística no teatro nos anos 60. Bacharel em Arte Dramática, constrói uma carreira notável nos palcos sulistas, recebendo prêmios e tornando-se a principal atriz do teatro gaúcho. E é também no cinema gaúcho que Araci Esteves vai desenvolver grande parte de seu trabalho nas telas, atuando em filmes de grandes nomes do sul como Carlos Gerbase, Werner Schunemann, Sérgio Silva, Tabajara Ruas e Beto Souza. A atriz estréia no cinema em “Um É pouco, Dois é Bom”, de Odilon Lopez, em 1970. Mas é nas décadas de 80 e 90 que vai intensificar sua atuação nas telas. O primeiro filme dos anos 80 é dirigido por Carlos Gerbase, “Inverno”, seguido de dois trabalhos bem-sucedidos, o média “Aqueles Dois”, de Sérgio Amon, baseado na obra de Caio Fernando Abreu, e o premiado “O Mentiroso”, longa de Werner Schunemann. 

É nos anos 90 que Araci Esteves atuará em seu mais importante filme até agora, o belíssimo “Anahy de Las Missions”, de Sérgio Silva, filme que lhe valeu o prêmio de Melhor Atriz no XXX Festival de Brasília, em 1997, e que lhe dá projeção nacional. Depois de “Oriundi”, de Ricardo Bravo, Araci Esteves entra os anos 2000 atuando pela primeira vez em uma novela, “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa, em 2002, e com presença constante nas telas, participando de filmes importantes como “Netto Perde Sua Alma”, de Tabajara Ruas e Beto Souza, “Noites de São João”, de Sérgio Silva, e “Concerto Campestre”. 

- “Um é Pouco, Dois é Bom” (1970), de Odilon Perez;
- “Inverno” (1983), de Carlos Gerbase;
- “Aqueles Dois” (1985), de Sérgio Amon;
- “O Mentiroso” (1988), de Werner Schunemann;

- “Anahy de Las Misiones” (1997), de Sérgio Silva;

- “Oriundi” (1999), de Ricardo Bravo;
- “Quem?” (2000), curta de Gilson Vargas;
- “Netto Perde Sua Alma” (2001), de Tabajara Ruas e Beto Souza;
- “Noite de São João” (2003), de Sérgio Silva;

- “Concerto Campestre” (2005), de Henrique de Freitas Lima.

 

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