Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 4
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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DIRA PAES por ANGELO PAES LEME

Foto: cena de "Mulheres do Brasil" (2006),
de Malu di Martino

Eu tenho profunda admiração por uma atriz que é basicamente da minha geração. Eu acho que a gente deva ter a mesma idade, talvez ela tenha um pouco mais, que é a Dira Paes.

Dira Paes. Além de ser uma excelente atriz, uma atriz de cinema, inclusive, o Walter (Lima Jr) é responsável por isso. Além de atuar, a Dira é uma pessoa que pensa no cinema vinte e quatro horas por dia, eu imagino isso. Ela dedica a vida dela ao cinema né? Uma pessoa que promove um festival de cinema, que cuida de um festival de cinema, então eu acho isso interessante.

È a pessoa que eu me lembrei agora, porque ela poderia simplesmente atuar, somente. Mas ela abriu esse leque, aproveitou outras formas de dar luz ao cinema, de fazer o cinema viver cada vez mais, principalmente no Brasil. Então uma pessoa da idade dela, que se responsabiliza nesse sentido, eu acho muito legal.

Eu acho uma atitude bonita, porque não deve ser... fácil é, porque ela faz com muito amor e prazer, mas é mais uma atividade. Ser ator já é uma atividade que nos arrebata, quem faz eu acho que só faz por amor, mas que também nos envolve vinte e quatro horas por dia. A gente pensa o tempo todo, não é só quando a gente está atuando que a gente está trabalhando, que a gente está usando o nosso tempo para isso. São vinte e quatro horas por dia, é na observação, é na leitura, é no olhar, é na maneira como você enxerga o mundo.

Então é isso, a Dira é uma excelente atriz, como eu disse aqui, é uma atriz que faz muito cinema e que atua em outros campos. Além do trabalho dela de atriz, ela promove festival, ela participa de debates, ela discute cinema brasileiro, e eu acho isso bonito. Então quero deixar essa homenagem para a Dira Paes.

Valeu Dira, beijão.

 

Depoimento para o Mulheres em junho/2008
durante a "CINEOP - 3ª Mostra de Cinema de Ouro Preto"


Angelo Paes Leme é ator.
Com carreira na televisão desde a década de 1990, atuou na
Globo em novelas como "Por Amor" (1997), de Manoel Carlos,
e "Força de Um Desejo" (1999), de Gilberto Braga;
e na Record, em "Vidas Opostas" (2006), de Marcílio Moraes,
e "Caminhos do Coração" (2008), de Tiago Santiago.
No cinema atuou nos longas "Os Desafinados" (2007),
de Walter Lima Jr; "Muito Gelo e Dois Dedos D´Água" (2007),
de Daniel Filho; "Sambando nas Brasas, Morô?" (2007),
de Eliseu Ewald; e "Meu Nome Não é Johnny" (2007), de Mauro Lima.
Atuou também no curta "Ópera do Mallandro" (2007),
de André Moraes - uma homenagem a Sérgio Mallandro.


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