Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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ANGELINA MUNIZ
21 de maraço de 1955, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "O Sol dos Amantes" (1979),
de Geraldo Santos Pereira

Angelina Muniz é uma das belas atrizes que surgiram nos anos 1970. A atriz tem uma trajetória curta nas telas, em período de cerca de cinco anos, mas deixou sua marca em filmes de cineastas como J. B. Tanko e Jean Garret.

Angelina Muniz começou sua carreira como modelo fotográfico – passa também pela escola de teatro. A estréia em novelas é em “Sinal de Alerta”, de Dias Gomes, em 1979, e tem papel de destaque em “Pé de Vento”, em 1980, de Benedito Ruy Barbosa, exibida na Bandeirantes. Sua atuação carimba o passaporte para a Globo, onde marca presença em várias novelas como “Plumas & Paetês” (1980), de Cassiano Gabus Mendes, e “Vereda Tropical” (1984), de Sílvio de Abreu. Porém, é nessa primeira fase de sua carreira, que a atriz vai atuar em quase uma dezena de filmes, popularizando seu talento e sua beleza. Só no final dos anos 1970, entre 78 e 80, ela atua em cinco filmes, inclusive como a protagonista de “As Borboletas Também Amam” (1979), de J. B. Tanko. Neste mesmo ano, atua também em “Amante Latino”, de Pedro Carlos Róvai, veículo para o cantor e ator Sidney Magal, que marcava as paradas de sucesso.

Angelina Muniz é um dos símbolos sexuais daquela época – chega a posar três vezes para a Revista Playboy. A atriz ficou associada ao cinema popular e às comédias eróticas dos anos 1970 e 1980, mas o filme preferido de Angelina é o juvenil “O Grande Palhaço” (1980), dirigido por William Cobbett. O encontro de Angelina Muniz com o cineasta Jean Garret rende dois filmes interessantes, “Karina, Objeto do Prazer” e “Tchau Amor” – neste último, que tem roteiro assinado por Inácio Araújo, é a mimada Rejane, em filme protagonizado por Antônio Fagundes. Atualmente, Angelina Muniz anda afastada do cinema, atuando na televisão e no teatro.

- “Nos Embalos de Ipanema” (1978), de Antonio Calmon;
- “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto;
- “As Borboletas Também Amam” (1979), de J. B. Tanko;
- “O Sol dos Amantes” (1979), de Geraldo dos Santos Pereira;
- “Amante Latino” (1979), de Pedro Carlos Róvai;
- “O Inseto do Amor” (1980), de Fauzi Mansur;
- “O Grande Palhaço” (1980), de William Cobbett;
- “Karina, Objeto do Prazer” (1981), de Jean Garret;
- “Tchau, Amor” (1982), de Jean Garret.

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