Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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144 – ANGELA LEAL
8 de dezembro de 1947 * Rio de Janeiro, RJ

Foto: Angela Leal (ao fundo) em cena de "Fogo Morto" (1976)
de Marcos Farias


Vinda de uma família de tradição teatral, Angela Leal deu continuidade ao legado dos pais, o Teatro Rival, espaço de resistência no Rio de Janeiro, além de se revelar uma atriz de sucesso na televisão e com trabalhos também no Cinema Nacional.

Como não poderia deixar de ser, Angela Leal começou sua carreira no teatro – seus pais, empresários teatrais, construíram o Rival. Nos anos 70 chega a televisão e ao cinema. Na primeira, estréia em novelas no marco de Janete Clair, ‘Irmãos Coragem’, iniciando uma trajetória de sucesso na telinha, onde atua em mais de 20 produções – alguns de seus sucessos são a Suely de ‘Água Viva’, de Gilberto Braga, e a Maria Bruaca de ‘Pantanal’, de Benedito Ruy Barbosa. Estréia no cinema em 1975, em ‘O Casal’, filme dirigido por Daniel Filho e protagonizado por José Wilker e Sônia Braga. No ano seguinte tem papel de destaque em ‘Fogo Morto’, de Marcos Farias, como a esposa do terrível personagem de Othon Bastos. E encerra a década de 70 atuando em ‘Muito Prazer’, de David Neves.

Em 1980, Angela Leal estréia como produtora e roteirista de cinema – junto a Marcos Farias e Maurice Capovilla - em ‘Bububu no Bobobó’, dirigido por Marcos Farias, onde também atua. Três anos depois participa de ‘Perdoa-me por me Traíres’, adaptação cinematográfica do texto de Nelson Rodrigues, dirigido por Braz Chediak. Mãe da atriz Angela Leal, atualmente tem se dedicado mais ao Teatro Rival, importante espaço cultural que administra no Rio de Janeiro.


- ´O Casal’ (1975), de Daniel Filho;
- ‘Fogo Morto’ (1976), de Marcos Farias
- ‘Muito Prazer’ (1978), de David Neves;
- ‘Bububú no Bobobó’ (1980), de Marcos Farias;
- ‘Perdoa-me Por Me Traíres’ (1983), de Braz Chediak.

 

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