Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Ana Maria Magalhães

 

Uma das musas do Cinema Novo, Ana Maria Magalhães é presença importante no cinema nacional desde os anos 60.  

Inesquecível em “Como Era Gostoso o Meu Francês”, de Nelson Pereira do Santos e em “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha, Ana tem uma filmografia extensa e expressiva de cerca de 25 filmes.

 Ana Maria Magalhães nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de janeiro de 1950. No Cinema Novo foi dirigida por seus maiores expoentes: os citados Nelson e Glauber, Diegues,  Paulo César Sarraceni, Gustavo Dahl e Leon Hirszman.

Filha de um deputado pernambucano cassado durante o regime militar, Ana Maria Magalhães sempre entrou pela porta da frente nos três veículos em que trabalhou: no teatro foi dirigida pelo genial José Celso Martinez Correa; na TV estreou em ´O Bofe´, de Bráulio Pedroso e depois participou de dois marcos, `Gabriela` e ´Saramandaia`;.

 No cinema, debutou pelas mãos de Domingos de Oliveira e Leon Hirszman. Bela e talentosa, Ana Maria Magalhães marcou presença contínua como atriz no cinema no final de 1960 até o início de 80.

 Depois disso, se distancia cada vez mais do trabalho de atriz para dirigir média e curtas durante toda década de 80: “Mulheres do Cinema”, “Spray Jet”, “O Bebê” e “Mangueira do Amanhã”.

 Nos anos 90 ela estréia como diretora em filmes de longa-metragem na produção internacional em episódios `Erotique`.  Na verdade sua participação é com um episódio, protagonizado por Cláudia Ohana e Guilherme Leme, baseado em conto de Clarice Lispector.

 Até chegar à direção, Ana Maria Magalhães desempenhou várias funções por trás das câmeras: roteirista, assistente de montagem, continuísta, produtora.

 Seu primeiro longa-metragem é `Lara´, adaptação dos livros autobiográficos da atriz Odete Lara, um dos maiores mitos do cinema brasileiro.

- `Arrastão’ (1966), de Antoine d’Ornesson;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira; 
- `Garota de Ipanema`(1967), de Leon Hirszman;
- `O Diabo Mora no Sangue’ (1968), Cecil Thiré;

- `Minha Namorada’ (1970), de Armando Costa e Zelito Viana;

- `Um Azylo Muito Louco`(1970), de Nelson Pereira dos Santos; 
- `É Simonal’ (1970), de Domingos de Oliveira – assistente de montagem;
- `Como Era Gostoso o Meu Francês`(1971), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Mãos Vazias`(1971), de Luiz Carlos Lacerda;
- `Os Devassos` (1971), de Carlos Alberto de Souza Barros; 
- `A Casa Assassinada’ (1971), de Paulo César Saraceni - continuísta;
- `O Doce Esporte do Sexo’ (1971), episódio de Zelito Viana;
- `Quem É Beta?` (1972), de Nelson Pereira dos Santos; 
- `Quando o Carnaval Chegar`(1972), de Carlos Diegues; 
- `Uirá, Um Índio Em Busca de Deus` (1973), de Gustavo Dahl; 
- `Joana Francesa`(1973), de Carlos Diegues;
- `Sagarana, O Duelo’ (1973), de Paulo Thiago;

- `O Homem do Corpo Fechado’ (1973), de Schubert Magalhães – assistente de montagem;
- `As Deliciosas Traições do Amor’ (1975), de Phydias Barbosa;
- `Amantes, Amanhã se Houver Sol’ (1975),d e Ody Fraga;
- `Paranóia’ (1977), de Antônio Calmon;

- `Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia` (1977), de Hector Babenco;
- `Anchieta, José do Brasil `(1977), de Paulo César Sarraceni;
- `Se Segura, Malandro` (1978), de Hugo Carvana;
-  `Mulheres de Cinema’ (1978) média de Ana Maria Magalhães – roteiro, montagem  e direção;
- `A Idade da Terra` (1980), de Glauber Rocha; 
- `Os Sete Gatinhos` (1980), de Neville D´Almeida;
- `Os Trapalhões na Serra Pelada’ (1982), de J. B. Tanko;
- `Tensão no Rio`(1982), de Gustavo Dahl;
- `Spray Jet’ (1986), curta de Ana Maria Magalhães - direção;
- `O Bebê’ (1987), curta de Ana Maria Magalhães – direção e produção;
- `Real Desejo’ (1990), de Augusto Sevá;
- `Oswaldianas` (1992), episódio de Rogério Sganzerla;
-  `Mangueira do Amanhã’ (1992), curta de Ana Maria Magalhães - direção;
- `Erotique’ (1994), episódio de Ana Maria Magalhães - direção;
- `Lara’ (2002), de Ana Maria Magalhães - direção.  

 

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