Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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ALVAMAR TADDEI
maio de 1960 * Jacarezinho - PR

Foto: com Paulo Guarnieri e John Herbert em cena de
"Amor de Perversão" (1982), de Alfredo Sternheim


Os anos 1970 e 1980 foram um período efervescente de cinema popular nas nossas telas - depois dos anos 1940 e 1950, com as chanchadas. E é nas décadas de 70 e 80 que o cinema nacional vai apimentar nossa filmografia e revelar deusas eternas. Como Alvamar Taddei.

Alvamar Taddei começou a carreira artística nos final dos anos 1970, época em que o cinema brasileiro levava multidões às salas de cinema. Musa dos filmes eróticos da Boca do Lixo e de muitos cineastas que circularam por lá, mesmo que seus filmes fossem diferenciados de grande parte daquela produção, Alvamar Taddei já estreou esquentando a libido de muita gente em “Sexo Selvagem” (1979), de Ary Fernandes. Além de trabalhar com José Miziara em dois filmes do gênero, “Nos Tempos da Vaselina” (1979) e “Mulheres do Cais” (1979), atua no filme de cunho espírita e baseado em fato real, “Joelma, 23º Andar” (1979), de Clery Cunha, protagonizado por Beth Goulart.

Mas é na década de 1980, que a atriz intensifica sua atuação nas telas. Inclusive, como protagonista do filme “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sternheim, em que atua ao lado de grande elenco, como Paulo Guarnieri, Leonardo Villar e Raul Cortez. Nesses anos, Alvamar Taddei encontra também o cinema de mais três grandes mestres: Walter Hugo Khouri, Carlos Reichenbach e Ivan Cardoso. Com Khouri, atua em “Convite ao Prazer” (1980) e no belíssimo “Eros – O Deus do Amor” (1981) – sua participação alimentando os cavalos no celeiro é um momento de sensualidade inesquecível. Já com Carlão, brilha em “Amor, Palavra Prostituta” (1980) e faz participação em “Filme Demência” (1985). Com Ivan, é uma das beldades do delicioso “As Sete Vampiras” (1986).

- “Sexo Selvagem” (1979), de Ary Fernandes;
- “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara;
- “Mulheres do Cais” (1979), de José Miziara;
- “Joelma, 23º Andar” (1979), de Clery Cunha;
- “Sócios do Prazer” (1980), de Fauzi Mansur;
- “O Fotógrafo” (1980), de Jean Garret;
- “Convite ao Prazer” (1980), de Walter Hugo Khouri;
- “Bordel – Noites Proibidas” (1980), de Oswaldo de Oliveira;
- “Bacanal” (1980), de Antonio Meliande;
- “Amor, Palavra Prostituta” (1980), de Carlos Reichenbach;
- “Eros, o Deus do Amor” (1981), de Walter Hugo Khouri;
- “Em Busca do Orgasmo” (1981), de W. A. Koperzky;
- “Aqui Tarados!” (1981), episódio de David Cardoso;
- “Ninfas Insaciáveis” (1981), de John Doo;
- “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sternheim;
- “A Flor do Desejo” (1983), de Guilherme de Almeida Prado;
- “Volúpia de Mulheres” (1984), de Johnn Doo;
- “Tentação na Cama” (1984), de Ody Fraga;
- “Jeitosa, um Assunto Muito Particular” (1984), de Nello de Rossi;
- “Filme Demência” (1985), de Carlos Reichenbach;
- “As Sete Vampiras” (1986), de Ivan Cardoso.



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