Os
anos 1970 e 1980 foram um período efervescente de cinema popular
nas nossas telas - depois dos anos 1940 e 1950, com as chanchadas.
E é nas décadas de 70 e 80 que o cinema nacional vai
apimentar nossa filmografia e revelar deusas eternas. Como Alvamar
Taddei.
Alvamar
Taddei começou a carreira artística nos final dos anos
1970, época em que o cinema brasileiro levava multidões
às salas de cinema. Musa dos filmes eróticos da Boca
do Lixo e de muitos cineastas que circularam por lá, mesmo
que seus filmes fossem diferenciados de grande parte daquela produção,
Alvamar Taddei já estreou esquentando a libido de muita gente
em “Sexo Selvagem” (1979), de Ary Fernandes. Além de trabalhar
com José Miziara em dois filmes do gênero, “Nos Tempos
da Vaselina” (1979) e “Mulheres do Cais” (1979), atua no filme de
cunho espírita e baseado em fato real, “Joelma, 23º Andar”
(1979), de Clery Cunha, protagonizado por Beth Goulart.
Mas
é na década de 1980, que a atriz intensifica sua atuação
nas telas. Inclusive, como protagonista do filme “Amor de Perversão”
(1982), de Alfredo Sternheim, em que atua ao lado de grande elenco,
como Paulo Guarnieri, Leonardo Villar e Raul Cortez. Nesses anos,
Alvamar Taddei encontra também o cinema de mais três
grandes mestres: Walter Hugo Khouri, Carlos Reichenbach e Ivan Cardoso.
Com Khouri, atua em “Convite ao Prazer” (1980) e no belíssimo
“Eros – O Deus do Amor” (1981) – sua participação alimentando
os cavalos no celeiro é um momento de sensualidade inesquecível.
Já com Carlão, brilha em “Amor, Palavra Prostituta”
(1980) e faz participação em “Filme Demência”
(1985). Com Ivan, é uma das beldades do delicioso “As Sete
Vampiras” (1986).
-
“Sexo Selvagem” (1979), de Ary Fernandes;
- “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara;
- “Mulheres do Cais” (1979), de José Miziara;
- “Joelma, 23º Andar” (1979), de Clery Cunha;
- “Sócios do Prazer” (1980), de Fauzi Mansur;
- “O Fotógrafo” (1980), de Jean Garret;
- “Convite ao Prazer” (1980), de Walter Hugo Khouri;
- “Bordel – Noites Proibidas” (1980), de Oswaldo de Oliveira;
- “Bacanal” (1980), de Antonio Meliande;
- “Amor, Palavra Prostituta” (1980), de Carlos Reichenbach;
- “Eros, o Deus do Amor” (1981), de Walter Hugo Khouri;
- “Em Busca do Orgasmo” (1981), de W. A. Koperzky;
- “Aqui Tarados!” (1981), episódio de David Cardoso;
- “Ninfas Insaciáveis” (1981), de John Doo;
- “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sternheim;
- “A Flor do Desejo” (1983), de Guilherme de Almeida Prado;
- “Volúpia de Mulheres” (1984), de Johnn Doo;
- “Tentação na Cama” (1984), de Ody Fraga;
- “Jeitosa, um Assunto Muito Particular” (1984), de Nello de Rossi;
- “Filme Demência” (1985), de Carlos Reichenbach;
- “As Sete Vampiras” (1986), de Ivan Cardoso.
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