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137 – ALDINE MULLER
8 de outubro de 1953, *Caixas do Sul, RS/
ou Portugal

Foto: com
Cristina Aché em cena de "Noite" (1985),
de Gilberto Loureiro
O Canal Brasil, espaço privilegiado para a divulgação e exibição do Cinema
Brasileiro, tem uma sessão com o sugestivo nome de ‘Como Era Gostoso o
meu Cinema’. O título faz referência às pornochanchadas, as apimentadas,
para a época, e, hoje um tanto ingênuas, comédias eróticas dos anos 70.
E uma das musas do filão é a bela e talentosa Aldine Muller.
Aldine Muller começou sua carreira como modelo em São Paulo. O Dicionário
de Atores e Atrizes registra seu nascimento em Caxias do Sul, já o site
Imdb aponta Portugal. A atriz estréia no cinema nos anos 70, período de
efervescência das pornochanchadas, e só nessa década atinge a marca impressionante
de 22 filmes em que atuou, sendo o primeiro ‘O Clube das Infiéis’, de
Cláudio Cunha. Belíssima, sensual e de forte presença, a atriz será dirigida
por nomes do gênero como Tony Vieira, David Cardoso, Mozael Silveira,
John Doo, José Miziara, Ody Fraga e Jean Garret – esse último, entre outros,
no clássico ‘A Mulher que Inventou o Amor’. Aldine marca presença na tv
em programas humorísticos e chega às novelas na década de 80, formato
onde passará a atuar com frequência.
Nos anos 80 Aldine Muller amplia seu leque no Cinema Nacional, atuando
também com diretores que flertaram e circularam em volta das pornochanchadas,
como Walter Hugo Khouri, que já tinha dirigido a atriz em ‘Paixão e Sombras’
e ‘O Prisioneiro do Sexo’, respectivamente em 1977 e 1978, e a escala
para o ótimo ‘Convite ao Prazer’; e com Carlos Reichenbach, em ‘O Império
do Desejo’. O filme ‘Noite’, uma adaptação de Gilberto Loureiro para obra
de Érico Veríssimo, é outro destaque na carreira da atriz. Infelizmente,
Aldine Muller anda afasta das telas, com atuações mais constantes no teatro
e na televisão.
- ‘O Clube das Infiéis’ (1974),
de Claudio Cunha;
- ‘Os Pilantras da Noite’ (1975), de Tony Vieira;
- ‘As Audaciosas’ (1975), de Mozael Silveira;
- ‘Amadas e Violentadas’ (1975), de Jean Garret;
- ‘Socorro! Eu Não Quero Morrer Virgem’ (1976), de Roberto Mauro;
- ‘Pesadelo Sexual de Um Virgem’ (1976), de Roberto Mauro;
- ‘As Meninas Querem... Os Coroas Podem’ (1976), de Oswaldo de Oliveira;
- ‘A Ilha das Cangaceiras Virgens’ (1976), de Roberto Mauro;
- ‘O Segredo das Massagistas’ (1977), de Antonio Bonacin;
- ‘Paixão e Sombras’ (1977), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Ninfas Diabólicas’ (1977), de John Doo;
- ‘Internato de Meninas Virgens’ (1977), de Oswaldo de Oliveira;
- ‘Dezenove Mulheres e Um Homem’ (1977), de David Cardoso;
- ‘O Prisioneiro do Sexo’ (1978), de Walter Hugo Khouri;
- ‘A Força dos Sentidos’ (1978), de Jean Garret;
- ‘O Estripador de Mulheres’ (1978), de Juan Bajon;
- ‘O Artesão de Mulheres’ (1978), de Antonio Bonacin;
- ‘Uma Cama Para Sete Noivas’ (1979), de Raffaele Rossi e José Vedovato;
- ‘Nos Tempos da Vaselina’ (1979), de José Miziara;
- ‘A Mulher Que Inventou o Amor’ (1979), de Jean Garret;
- ‘Os Imorais’ (1979), de Geraldo Vietri;
- ‘Bem-Dotado – O Homem de Itu’ (1979), de José Miziara;
- ‘O Fotógrafo’ (1980), de Jean Garret;
- ‘Força Estranha’ (1980), de Pedro Mawashe;
- ‘Convite ao Prazer’ (1980), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Consórcio de Intrigas’ (1980), de Miguel Borges;
- ‘Colegiais e Lições de Sexo’ (1980), de Juan Bajon;
- ‘Boneca Cobiçada’ (1980), de Raffaele Rossi;
- ‘Bacanal’ (1980), de Antonio Meliande;
- ‘O Império do Desejo’ (1981), de Carlos Reichenbach;
- ‘A Fêmea do Mar’ (1981), de Ody Fraga;
- ‘Excitação Diabólica’ (1983), de John Doo;
- ‘Amenic – Entre o Discurso e a Prática’ (1984), de Fernando Silva;
- ‘Noite’ (1985), de Gilberto Loureiro;
- ‘Shock: Diversão Diabólica’ (1986), de Jair Correia.
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