Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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ALBA VALÉRIA
9 de maio de 1963, *Macaé - RJ

Foto: Monique Lafond e Alba Valéria (abaixo) em cena de
"Giselle" (1980), de Victor di Mello

 

Se o cinema dos anos 1970 revelou musas do quilate de Helena Ramos, Vera Fischer e Nicole Puzzi, os anos 1980 também trouxeram às telas verdadeiras deusas. Uma delas é a carioca Alba Valéria.

Alba Valéria começou a carreira no final dos anos 1970 como modelo e fazendo comerciais na televisão. Em 1980, estréia no cinema em “Tudo Acontece em Copacabana”, dirigido por Erasto Filho. Começava aí uma carreira cinematográfica de apenas seis filmes realizados no início da década de 1980, mas esse breve brilho nas telas a eterniza não só no celulóide como também no imaginário dos freqüentadores e amantes do cinema popular. Na mesma época, a atriz atua também em poucas novelas, como em “O Homem Proibido” (1982), de Teixeira Filho, protagonizada por David Cardoso, em que fazia o papel de Maria Luíza. Em sua carreira cinematográfica, Alba Valéria atua em dois filmes do veterano cineasta Victor de Lima: “Os Paspalhões em Pinóquio 2000” e “Crazy, Um Dia Muito Louco”; em “O Gosto do Pecado”, de Cláudio Cunha; e em “Álbum de Família”, de Braz Chediak. O grande momento se dá em “Giselle”, dirigido por Victor di Mello e sucesso em vários países.

“Giselle” é uma das mais famosas e cultuadas pornochanchadas - gênero como ficou conhecido o cinema erótico das décadas de 1970 e 1980. No filme, Alba Valéria é um furacão que assola sexualmente uma família , em uma espécie de mistura da Sylvia Kristel de “Emanuelle” e do Terence Stamp do “Teorema”, de Pasolini. Filme ousado, “Giselle” tem elenco arrebatador: Carlo Mossy, Maria Lúcia Dhal, Nildo Parente, Ricardo Faria, Monique Lafond, e Alba Valéria brilhando de ponta a ponta.

- “Todo Acontece em Copacaban” (1980), de Erasto Filho;
- “Os Papalhões em Pinóquio 2000” (1980), de Victor Lima;
- “O Gosto do Pecado” (1980), de Cláudio Cunha);
- “Giselle” (1980), de Victo di Mello;
- “Crazy – Um Dia Muito Louco” (1981), de Victor Lima;
- “Álbum de Família” (1981), de Braz Chediak.


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