Se
o cinema dos anos 1970 revelou musas do quilate de Helena Ramos, Vera
Fischer e Nicole Puzzi, os anos 1980 também trouxeram às
telas verdadeiras deusas. Uma delas é a carioca Alba Valéria.
Alba
Valéria começou a carreira no final dos anos 1970 como
modelo e fazendo comerciais na televisão. Em 1980, estréia
no cinema em “Tudo Acontece em Copacabana”, dirigido por Erasto Filho.
Começava aí uma carreira cinematográfica de apenas
seis filmes realizados no início da década de 1980,
mas esse breve brilho nas telas a eterniza não só no
celulóide como também no imaginário dos freqüentadores
e amantes do cinema popular. Na mesma época, a atriz atua também
em poucas novelas, como em “O Homem Proibido” (1982), de Teixeira
Filho, protagonizada por David Cardoso, em que fazia o papel de Maria
Luíza. Em sua carreira cinematográfica, Alba Valéria
atua em dois filmes do veterano cineasta Victor de Lima: “Os Paspalhões
em Pinóquio 2000” e “Crazy, Um Dia Muito Louco”; em “O Gosto
do Pecado”, de Cláudio Cunha; e em “Álbum de Família”,
de Braz Chediak. O grande momento se dá em “Giselle”, dirigido
por Victor di Mello e sucesso em vários países.
“Giselle”
é uma das mais famosas e cultuadas pornochanchadas - gênero
como ficou conhecido o cinema erótico das décadas de
1970 e 1980. No filme, Alba Valéria é um furacão
que assola sexualmente uma família , em uma espécie
de mistura da Sylvia Kristel de “Emanuelle” e do Terence Stamp do
“Teorema”, de Pasolini. Filme ousado, “Giselle” tem elenco arrebatador:
Carlo Mossy, Maria Lúcia Dhal, Nildo Parente, Ricardo Faria,
Monique Lafond, e Alba Valéria brilhando de ponta a ponta.
-
“Todo Acontece em Copacaban” (1980), de Erasto Filho;
- “Os Papalhões em Pinóquio 2000” (1980), de Victor
Lima;
- “O Gosto do Pecado” (1980), de Cláudio Cunha);
- “Giselle” (1980), de Victo di Mello;
- “Crazy – Um Dia Muito Louco” (1981), de Victor Lima;
- “Álbum de Família” (1981), de Braz Chediak.
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