Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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001 - ADRIANA PRIETO -
1950 - 24 de dezembro de 1975, *Buenos Aires, Argentina

Foto: cena de "A Viúva Virgem" (1972),
de Pedro Carlos Róvai

Adriana Prieto é um dos maiores exemplos de que houve uma época no Brasil em que foi possível para várias atrizes trabalhar praticamente só no cinema. Uma das atrizes mais cults do cinema nacional, Adriana Prieto tornou-se também mito para uma geração que se encantou com sua persona que revelava um misto desconcertante de doçura, sensualidade, ironia e explosão.

Adriana Prieto nasceu na Argentina, filha de pai chileno e mãe brasileira, e veio para o Brasil aos 4 anos de idade. Sua estréia no cinema já foi com destaque, no filme cult de Nelson Pereira dos Santos, `El Justiceiro`, em 1967. A atriz tem apenas passagens pela TV, sendo o cinema o seu veículo escolhido. E foi nele que construiu um carreira de 18 filmes e trabalhou, entre outros, com nomes fundamentais do Cinema Novo como o citado Nelson, David Neves, Roberto Santos e Arnaldo Jabor.

A atriz, que ao estrear em `El Justiceiro´ ganhou o prêmio Governador do Estado, recebeu o prêmio `Air France` em 1971 por `Lúcia McCartney - Uma Garota de Programa`. Adriana Prieto tem momentos marcantes também em `Memória de Helena`, `O Palácio dos Anjos´, `Um Anjo Mau` e `O Casamento´ - seu impactante último trabalho. Um acidente automobilístico na véspera de natal tirou de cena uma das nossas mais interessantes musas, aos 25 anos.

 - `El Justiceiro` (1967), de Nelson Pereira dos Santos;
- `A Lei do Cão´ (1967), de Jece Valadão;
- `As Sete Faces de Um Cafajeste´ (1968), de Jece Valadão;
- `Os Paqueras` (1969), de Reginaldo Farias;
- `As Duas Faces da Moeda´ (1969), de Domingos de Oliveira;
- `A Penúltima Donzela´ (1969), de Fernando Amaral
- `Balada da Página Três´ (1968), de Luiz Rosemberg;
- `Memória de Helena`(1969), de David Neves;
- `Uma Mulher Para Sábado´ (1971), de Maurício Rittner;
- `O Palácio dos Anjos` (1970), de Walter Hugo Khouri;
- `As Gatinhas´ (1970), de Astolfo Araújo;
- `Ipanema Toda Nua´ (1971), de Líbero Miguel;
- `Lúcia McCartney - Uma Garota de Programa`(1971), de David Neves;
- `Soninha Toda Pura` (1971), de Aurélio Teixeira;
- `Um Anjo Mau´(1972), de Roberto Santos;
- `A Viúva Virgem` (1972), de Pedro Carlos Róvai;
- `Ainda Agarro essa Vizinha` (1974), de Pedro Carlos Róvai;
- `O Casamento`(1975), de Arnaldo Jabor.

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