Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 4
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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ADELE FÁTIMA
17 de fevereiro de 1954 *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "Histórias que nossas Babás Não Contavam" (1979)
de Oswaldo de Oliveira

 

Símbolo sexual nas décadas de 1970 e 80, Adele Fátima é musa eterna do cinema brasileiro.

A carioca Adele Fátima começou a carreira no início dos anos 1970, época em que foi modelo, garota-propaganda e que foi convidada por Oswaldo Sargentelli para integrar seu grupo de mulatas – no teatro, atuou também com o genial Grande Otelo. Na televisão, foi jurada de programas de auditório, dançarina, cantora, apresentadora e atriz, marcando presença em vários programas da Globo – “Faça Humor Não Faça Guerra”, “Fantástico”, “Chico Anísio Show”, “Viva o Gordo”, “Brasil Pandeiro”, “Sandra & Miéle”. Como atriz de novelas e minisséries, atuou em produções como “Gabriela”, “Agosto” e “Memorial de Maria Moura”. A estréia em cinema foi em “Com as Calças na Mão” (1975), dirigido e protagonizado por Carlo Mossy.

Adele Fátima atuou em vários filmes na década de 1970 e foi dirigida por nomes como Ismar Porto, Reginaldo Faria, Jece Valadão e Luiz Antonio Piá. Seu grande sucesso do período e que ficou no imaginário popular é a apimentada versão para Branca de Neve em “Histórias que Nossas Babás Não Contavam”, de Oswaldo de Oliveira. No filme, sua Clara das Neves despertava a paixão dos sete anões e o ódio da rainha malvada de Meiry Vieira. Adele Fátima interpretou uma bond-girl no filme “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), mas suas cenas foram cortadas e ela foi substituída. Na década de 1980, atuou em “Fulaninha”, de David Neves e teve papel de protagonista feminina em “Natal da Portela”, de Paulo César Saraceni – com quem voltou a trabalhar em “O Viajante”.

- “Com as Calças na Mão” (1975), de Carlo Mossy;
- “As Grã-finas e o Camelô” (1976), de Ismar Porto;
- “O Flagrante” (1976), de Reginaldo Faria;
- “As Massagistas Profissionais” (1976), de Carlo Mossy;
- “Os Amores da Pantera” (1977), de Jece Valadão;
- “O Homem de Seis Milhões de Cruzeiros contra as Panteras” (1978), de Luiz Antonio Piá;
- “Manicures à Domicílio” (1978), de Carlo Mossy;
- “Histórias que Nossas Babás não Contavam” (1979), de Oswaldo de Oliveira;
- “Fulaninha” (1986), de David Neves;
- “Natal da Portela” (1988), de Paulo César Saraceni;
- “O Viajante” (1999), de Paulo César Saraceni.




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