Símbolo
sexual nas décadas de 1970 e 80, Adele Fátima é
musa eterna do cinema brasileiro.
A
carioca Adele Fátima começou a carreira no início
dos anos 1970, época em que foi modelo, garota-propaganda e
que foi convidada por Oswaldo Sargentelli para integrar seu grupo
de mulatas – no teatro, atuou também com o genial Grande Otelo.
Na televisão, foi jurada de programas de auditório,
dançarina, cantora, apresentadora e atriz, marcando presença
em vários programas da Globo – “Faça Humor Não
Faça Guerra”, “Fantástico”, “Chico Anísio Show”,
“Viva o Gordo”, “Brasil Pandeiro”, “Sandra & Miéle”. Como
atriz de novelas e minisséries, atuou em produções
como “Gabriela”, “Agosto” e “Memorial de Maria Moura”. A estréia
em cinema foi em “Com as Calças na Mão” (1975), dirigido
e protagonizado por Carlo Mossy.
Adele
Fátima atuou em vários filmes na década de 1970
e foi dirigida por nomes como Ismar Porto, Reginaldo Faria, Jece Valadão
e Luiz Antonio Piá. Seu grande sucesso do período e
que ficou no imaginário popular é a apimentada versão
para Branca de Neve em “Histórias que Nossas Babás Não
Contavam”, de Oswaldo de Oliveira. No filme, sua Clara das Neves despertava
a paixão dos sete anões e o ódio da rainha malvada
de Meiry Vieira. Adele Fátima interpretou uma bond-girl no
filme “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), mas suas cenas foram
cortadas e ela foi substituída. Na década de 1980, atuou
em “Fulaninha”, de David Neves e teve papel de protagonista feminina
em “Natal da Portela”, de Paulo César Saraceni – com quem voltou
a trabalhar em “O Viajante”.
-
“Com as Calças na Mão” (1975), de Carlo Mossy;
- “As Grã-finas e o Camelô” (1976), de Ismar Porto;
- “O Flagrante” (1976), de Reginaldo Faria;
- “As Massagistas Profissionais” (1976), de Carlo Mossy;
- “Os Amores da Pantera” (1977), de Jece Valadão;
- “O Homem de Seis Milhões de Cruzeiros contra as Panteras”
(1978), de Luiz Antonio Piá;
- “Manicures à Domicílio” (1978), de Carlo Mossy;
- “Histórias que Nossas Babás não Contavam” (1979),
de Oswaldo de Oliveira;
- “Fulaninha” (1986), de David Neves;
- “Natal da Portela” (1988), de Paulo César Saraceni;
- “O Viajante” (1999), de Paulo César Saraceni.
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