Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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012 – ADELAIDE CHIOZZO
8 de maio de 1931, *São Paulo, SP

Foto: cena de "Carnaval no Fogo" (1949), de Watson Macedo

Nos anos 40 e 50 as chanchadas da Atlântida, e de outros estúdios, caíram no gosto popular com suas deliciosas comédias musicais. Os cinemas ficavam lotados, e o público ia conhecer um pouco mais de perto os donos das famosas vozes dos cantores da Era do Rádio e se divertir com o elenco imbatível de comediantes. Um dos nomes eternos das chanchadas é, com certeza, o da acordeonista, cantora e atriz Adelaide Chiozzo.

Adelaide Chiozzo nasceu no Brás e lá viveu até os 15 anos – época em que descobre e aprende sozinha a tocar o acordeom que o pai ganhara, e se revela em programas de rádio locais. Depois, muda-se para São Paulo, participa do programa “Papel Carbono’, de Renato Murce, e é contratada pela poderosa Rádio Nacional, onde permanece durante 26 anos. Em 1946 estréia no cinema em ‘Segura Esta Mulher’, dirigida pelo mestre Watson Macedo, o maior nome das chanchadas ao lado de Carlos Manga e de quem se tornará musa ao lado de Eliana. A partir daí, Adelaide Chiozzo participa de um filme atrás do outro, e, com seu acordeom, faz uma parceria com Eliana em vários filmes, para deleite do público que ama a dupla. A atriz atua em vários clássicos, como ‘Esse Mundo é Um Pandeiro’, ‘Carnaval no Fogo’, ‘O Petróleo é Nosso’ e ‘Aviso Aos Navegantes’ – nesse último, interpreta um de seus maiores sucessos como cantora: ‘Beijinho Doce’.

Com o final da produção das chanchadas, Adelaide Chiozzo se dedica integralmente à sua carreira de cantora e compositora, até que em 1979 o novelista Bráulio Pedroso leva o universo das chanchadas para a telinha da Globo, na deliciosa novela ‘Feijão Maravilha’, reunindo o cast da Atlântida: Adelaide, Eliana, Anselmo Duarte, Grande Otelo, Ivon Cury, Heloisa Helena, José Lewgoy, entre outros. Na Globo, Adelaide Chiozzo participa de mais duas novelas, ‘Cambalacho’ e ‘Deus nos Acuda’. Atualmente, ela dá continuidade a sua carreira musical.

Adelaide Chiozzo, uma das musas das Chanchadas:
- ‘Segura Esta Mulher’ (1946), de Watson Macedo;
- ‘Esse Mundo É Um Pandeiro’ (1947), de Watson Macedo;
- ‘E O Mundo Se Diverte’ (1948), de Watson Macedo;
- ‘É Com Esse Que Eu Vou’ (1948), de José Carlos Burle;
- ‘Carnaval no Fogo’ (1949), de Watson Macedo;
- ‘Aviso aos Navegantes’ (1950), de Watson Macedo;
- ‘Aí Vem o Barão’ (1951), de Watson Macedo;
- ‘É Fogo na Roupa’ (1952), de Watson Macedo;
- ‘Barnabé, Tu és Meu’ (1952), de José Carlos Burle;
- ‘O Petróleo É Nosso’ (1954), de Watson Macedo;
- ‘Malandros Em Quarta Dimensão’ (1954), de Luiz de Barros;
- ‘Sai de Baixo’ (1956), de J.B. Tanko;
- ‘Guerra ao Samba’ (1956), de Carlos Manga’ (1956), de Carlos Manga;
- ‘Genival É De Morte’ (1956), de Aloísio T. de Carvalho;
- ‘Garotas e Samba’ (1957), de Carlos Manga;
- ‘Assim Era a Atlântida’ (1975), de Carlos Manga.

 

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