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"11ª Mostra de Cinema de Tiradentes"
Coordenadores Fernanda Hallak, Quintino Vargas e Raquel Hallak
Fotos: Pedro Silveira
A juventude é o grande foco da 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes,
que acontece de 18 a 26 de janeiro de 2008. A programação
foi apresentada ontem (9/01), na sede da Universo Produção,
em Belo Horizonte, com as presenças da coordenadora geral, Raquel
Hallak, do coordenador técnico, Quintino Vargas, da coordenadora
de logística, Fernanda Hallak, e do curador Cléber Eduardo.
Durante nove dias serão exibidos 126 filmes – 27 longas, 35 curtas
e 64 vídeos. Com essa edição, a Mostra de Tiradentes
entra na sua segunda década de existência apostando na renovação
do audiovisual brasileiro com o tema “Juventude em Trânsito”, apresenta
novos diretores e ressalta uma nova geração de atores que
já mostrou que veio mesmo para ficar.
Segundo
Raquel Hallak, a Mostra vai estimular a produção independente,
ao mesmo tempo em que mantém características próprias
e sedimentadas como a programação gratuita, a capacitação
com as oficinas e o espaço para reflexão com os debates.
A coordenadora ressalta ainda o "9ª Seminário do Cinema
Brasileiro: Idéias e Perspectivas", com o Fórum dos
Festivais, e outras mesas de discussão.
A
homenagem da 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes será para
os jovens atores Rosanne Mulholland e João Miguel. A abertura,
no dia 18, será com o novo filme do mestre Carlos Reichenbach,
“Falsa Loura”, protagonizado por Rosanne – da atriz, ainda será
exibido também “Meu Mundo em Perigo”, de José Eduardo Belmonte.
O filme com João Miguel, “Estômago”, de Marcos Jorge, é
o filme de encerramento da Mostra, no dia 26.
A
Mostra de Tiradentes tem curadoria do crítico Cléber Eduardo.
Uma das ótimas novidades dessa edição é o
programa Aurora, que segundo o curador passa a compor a Mostra e será
formado por filmes de diretores novos que tenham, no máximo, realizados
três filmes. Nessa edição, no entanto, todos os selecionados
são cineastas estreantes em longas: Gustavo Spolidoro (SP – “Ainda
Orangotangos”.); Daniel Bandeira (PE – “Amigos de Risco”); Rubens Rewald
e Rossana Foglia (SP – “Corpo”); Kleber Mendonça Filho (PE – “Crítico”);
Bruno Safadi (RJ – “Meu Nome é Dindi”); Petrus Cariry (CE – “O
Grão”); Ivo Lopes Araújo (CE – “Sábado à Noite”).
Essa seleção será premiada com o Prêmio Aurora,
que será concedido por dois júris, o Júri da Crítica
e o Júri Jovem - esse último formado por alunos selecionados
na oficina de Análise de Linguagem Cinematográfica, ministrada
pelo curador. As categorias contempladas são Melhor Filme e Destaque
– que tanto pode ser um ator, como uma seqüência, a trilha,
etc.
Além
dos novos realizadores, a Mostra de Tiradentes exibirá também
novos filmes de cineastas importantes como Júlio Bressane (“Cleópatra”),
Guilherme de Almeida Prado (“Onde Andará Dulce Veiga?”), Murilo
Salles (“Nome Próprio”), Helvécio Ratton (“Pequenas Histórias”),
Lina Chamie (“Via Láctea”), Sandra Kogut (“Mutum”), Paulo Caldas
(“Deserto Feliz”), Marcelo Masagão (“Otávio e as Letras”).
A
Mostra vai manter o programa “Encontro com a crítica, o diretor
e o público”, atração importante que foi implementada
na programação em edição passada, em que os
cineastas e suas equipes apresentam e discutem seus filmes. Outro destaque
é a “Mostrinha de Cinema”, que, segundo Raquel Hallak, amplia a
cada ano o número de ofertas de filmes, não só em
longas, mas também em curtas e vídeos.
A
programação de vídeos, por sinal, mereceu comentários
à parte, tanto de Cléber Eduardo como de Raquel Hallak,
e também de um dos curadores da seleção, o crítico
Rafael Ciccarini. Foram inscritos 430 vídeos para a seleção,
o que demonstra a efervescência do formato. Segundo Ciccarini, dentre
os selecionados estão tanto aqueles realizadores que utilizam a
linguagem específica do formato, como também quem poderia
estar fazendo curta em película, mas por causa dos custos, acabou
realizando seus filmes em vídeo. Cléber Eduardo destacou
que grande parte dos selecionados em vídeo são de Minas
Gerais, o que confirma a importância que essa produção
tem, tradicionalmente, no Estado. Segundo o curador, ainda há muita
gente que vê o vídeo como um trabalho menor dentro do audiovisual,
mas que os filmes selecionados comprovam o contrário, pois eles
estão no mesmo nível dos curtas em película.
Quintino
Vargas anunciou outras novidades como a parceria com a Rain, com exibições
em digital, e a ampliação da praça de convivência,
com a instalação de estúdios, onde o público
poderá gravar filmes de um minuto, que serão exibidos no
final da Mostra.
Quanto
ás homenagens, Raquel Hallak explicou que a partir dessa edição
não serão homenageados apenas nomes pelo conjunto da obra,
mas também nomes que estejam em destaque naquele momento. Cléber
Eduardo explicou que a escolhas de João Miguel e Rosanne Mulholand
são porque os dois são nomes consistentes dentre os atores
revelados pelo cinema. Segundo o curador, cada um deles tem, pelo menos,
uma permanência mínima de 10 anos na cena cinematográfica,
já que foram revelados no início dos anos 2000, já
realizaram alguns filmes e estão envolvidos em outras produções
que virão por aí. Raquel Hallak ressaltou que não
são atores fugazes.
Cléber
Eduardo explicou também que o tema juventude de certa forma se
impôs, pois é um tema muito discutido no cinema brasileiro
que se faz hoje, com personagens jovens e questões como a falta
de perspectivas para o futuro. O curador também destacou que são
os cineastas jovens, que estão na casa dos primeiros filmes, que
têm levado o cinema brasileiro para os festivais internacionais.
Segundo
Raquel Hallak, a 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes aposta no jovem
como protagonista e tem na cidade, que faz 290 anos de elevação
em 2008, atmosfera para ser o cenário;
Todas
as atividades da 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes têm entrada
franca.
Mais
informações: www.mostratiradentes.com.br
Assessoria de imprensa:
Sinal de Fumaça - imprensa.tiradentes@universoproducao.com.br
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